sábado, 4 de janeiro de 2014

DR IVAN RODRIGUES ESCREVE SOBRE A NOTICIA DA MORTE DE MAURO LIMA

Ao tomar conhecimento da morte do meu amigo Mauro Lima evoquei, de imediato, a cerimônia comemorativa dos 50 anos da Câmara de Vereadores, promovida por Mário Faustino, então Presidente daquela instituição. Representei o Governo do Estado, naquela ocasião, e em breve falação após verificar a presença de três ex-Vereadores do meu tempo: Mauro Lima, Humberto Morais e Everardo Gueiros, por coincidência filhos de três ex-Vereadores: Pedro Lima, Raimundo de Morais e Othoniel Gueiros, tive a generosa oportunidade de ressaltar a importância genética que engrandeceu a qualidade daqueles ex-companheiros presentes.
No que diz respeito ao nosso querido Mauro, fiz questão de realçar o exemplo da família decente, honrada e digna, comandada pelo seu patriarca PEDRO LIMA e sua maravilhosa companheira ALINE. Agora, sinto uma necessidade enorme de realçar para a querida Nicinha a SAUDADE DAS SAUDADES QUE TIVEMOS e que continuarão por muito tempo ainda e pode ser o que eu chamo uma saudade alegre. Desculpem, mas quem conheceu Mauro de perto não pode relembrá-lo com tristeza (saudade é outra coisa!) e sim com muita alegria. De acordo com a sabedoria popular: “quem puxa aos seus não degenera” e estão aí os modelos de cidadania e dignidade dos filhos, genros, noras, netos e bisnetos da família de Pedro Lima e que Mauro foi o mais perfeito resultado dessa grandeza. Os outros que me perdõem... Agora travei e não sei mais o que dizer. Deu-me um nó na garganta e estou paralisado diante do computador, como um idiota! Mas, deu-me um estalo: O poeta Carlos Pena Filho, com uma obra poética extraordinária ainda não reconhecida como deveria ser, produzida em apenas trinta anos de vida, tem um soneto lindo e muito significativo para relembrar o nosso amigo e que transcrevo abaixo: “TESTAMENTO DO HOMEM CANSADO Quando eu morrer, não faças disparates nem fiques a pensar: Ele era assim... Mas senta-te num banco de jardim, calmamente comendo chocolates. Aceita o que te deixo, o quase nada destas palavras que te digo aqui: Foi mais que longa a vida que eu vivi, para ser em lembranças prolongada. Porém, se um dia, só, na tarde em queda, surgir uma lembrança desgarrada, ave que nasce e em vôo se arremeda, deixa-a pousar em teu silêncio, leve como se apenas fosse imaginada, como uma luz, mais que distante, breve.”