sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

GIVALDO HOMENAGEIA O ÍCONE MAURO SOUZA LIMA

Era menino já ouvia falar de Mauro de Souza Lima. Dinâmico, jogava em todas as posições, para usar de uma linguagem futebolística. Um dia, a gente via Mauro fotógrafo. Outro dia, Mauro político. Mais outro, Mauro envolvido com o serviço desinteressado. Mais outro ainda estava Mauro querendo empreender. E ninguém se surpreenderia se, num mesmo dia, Mauro não teimasse em ser tudo isso ao mesmo tempo. E, ainda, insatisfeito, ainda assumisse a direção de seu carro em direção de quilômetros. Era, realmente, um fora de série. Um homem como poucos. Muito poucos. Exemplo de tenacidade, Mauro foi o primeiro governador de Lions Clubs Internacional, oriundo de uma cidade do interior. Ser governador do Lions, partindo de uma cidade do interior, sempre foi um projeto difícil. Ainda hoje continua sendo, sobretudo porque nas capitais estão os grandes colégios eleitorais. Mas Mauro, tenaz, trabalhador, madrugador nas suas andanças pelas estradas, conseguiu. E conseguiu com o aplauso majoritário dos estados de Pernambuco, Alagoas e Sergipe. E consegui para a satisfação geral de seus companheiros, tamanha fora a sua governadoria. Eu e Mauro temos muitos pontos em comum. Somos ou fomos advogados; fomos vereadores, ex-governadores de Lions Internacional, empreendedores na nossa cidade e, sobretudo, amantes incondicionais de Garanhuns. Gostava muito dele. Pela sua persistência. Pela sua determinação. Pela sua disposição cívica. Pela sua crença no serviço voluntário. Pelo seu grande e largo entusiasmo pela sua cidade. Tomei um choque, há pouco. Givaldo, acabou de falecer o seu companheiro e amigo Mauro de Souza Lima. Fiquei trinte. Estou triste. Perguntei a mim mesmo: por que os imortais morrem? Será que para aparecerem outros imortais? Penso que como Mauro, dificilmente. Muito dificilmente. Porque ele era plural. Até único. Era de se dizer de Mauro com André Suares: "Somos vivos apenas para sermos imorais". E ele o foi, com galhardia. Faz poucos dias que recebi, em solenidade memorável, comandada pela colunista Selma Melo, das mãos dele, já tremulas, é certo, mas determinadas, o Troféu Mauro de Souza Lima. Se eu tinha orgulho desse Troféu... Meu Deus! Agora vou ter o que? Será que um up grade de orgulho? Você, Mauro, vai fazer falta a nossa cidade. E, simplesmente, pelo seu exemplo. Maior. Vertical. Valente. Givaldo Calado de Freitas