quarta-feira, 19 de março de 2014

ONG PERNAMBUCANA QUER RETRATAÇÃO DA GLOBO SOBRE INFELIZ COMENTÁRIO PRECONCEITUOSO NO BBB



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A declaração da advogada surgiu durante debate sobre os gastos do Governo com remédios para a Aids
Foto: Reprodução/ Internet

Do NE10

O comentário realizado na última sexta-feira (14) pela participante do Big Brother Brasil (BBB) Ângela, advogada, 26 anos, sugerindo que todos os portadores de HIV devem morrer, causou revolta entre internautas e telespectadores do programa. Em Pernambuco, a organização não governamental Gestos, que atua na defesa dos direitos humanos das pessoas com HIV, divulgou nota na qual solicita retratação da emissora. 
A Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS (ABIA) e a Agência Nacional de Aids também divulgaram nota de repúdio contra o comentário da integrante. A declaração da advogada surgiu após o participante Cássio discutir sobre os gastos do Governo com remédios para a doença.
"O que o 'Homem' (Governo) gasta com remédios para portadores de Aids, se ele gastasse apenas três vezes mais, em 40 anos acabava a Aids no mundo. Porque daria remédio para todas as pessoas. Quem já tem geralmente não dura mais de 40 anos, falecem e a Aids acaba", disse o gaúcho. 
Imediatamente Ângela retrucou: "Vamos matar todo mundo!". Nenhum de seus companheiros de confinamento achou graça da aparente piada, então a advogada continuou: "O que mais me irrita é saber que a Aids veio do macaco e teve um idiota que foi transar com um macaco", completou.
A Rede Globo conseguiu tirar do Youtube vídeos que postavam o comentário da participante. A Gestos divulgou uma nota de repúdio contra as declarações da advogada com o objetivo de requerer uma retratação da emissora. De acordo com a advogada da Gestos, Kariana Guérios, o objetivo é combater a discriminação contra as pessoas portadoras do vírus. "A Gestos pretende, com o apoio de outras organizações, requerer junto ao Ministério da Saúde e ao Ministério Público uma retratação da Rede Globo, além das medidas judiciais", disse a advogada. 
O comentário da participante fere o artigo 3°, inciso IV da Constituição Federal, que veda todo e qualquer tipo de discriminação.