segunda-feira, 28 de abril de 2014

PAULO CAMELO CRITICA DOMINGUINHOS






Afora o erro na gravação do nome de Dominguinhos,  na placa de mármore aposta no pedestal da estátua do Mestre, onde há uma omissão da letra “n”, o  Festival intitulado “VIVA DOMINGUINHOS”,  eleva a superfície tema que remota da antiguidade, mas atual, o qual se refere ao “Amor Platônico”. Ou seja, amor não correspondido  por uma ou ambas as partes.

Diferentemente do cantor Reginaldo Rossi (in memoriam), o qual divulgava a Cidade do Recife e  a beleza das mulheres, como também, homenageava os “cornos” (rsrsrs) , em quaisquer  lugar onde se apresentasse, o mestre e conterrâneo, Dominguinhos, não  fazia o  equivalente, ou seja, divulgar  o nome da nossa querida  Garanhuns.  O cantor e compositor Luiz Gonzaga, sempre enalteceu  o nome da sua cidade natal, Exu/PE, mesmos nos momentos difíceis da guerra entre famílias.

Por outro lado, uma boa parcela da população  de Garanhuns,  majoritariamente oriunda de outra cidade, não nutria  um verdadeiro “amor” pelo Mestre Dominguinhos.

Evidentemente que a parcela da população de Garanhuns, que “amava” o Mestre, jamais teve a oportunidade de conviver com ele, uma vez que o conterrâneo  Dominguinhos, não se dava aos meios de permitir que a  população conversasse com ele, apertasse  a sua mão, etc. Afinal, foram poucas as vezes que o Dominguinhos voltou ao seu aconchego.
 
A maioria dos políticos que administraram a nossa cidade, alguns da Legião Estrangeira, não deram a verdadeira importância que o Mestre representava para  todos nós, aí se foi  a falta de incentivo  as Festas Juninas e as pouquíssimas apresentações que o cantor  e compositor fez no Festival de Inverno de Garanhuns, o qual sempre foi  dominado pelo Governo do Estado de PE, sem ingerência do governo municipal.

Donde concluímos a real  aceitação do Contraditório  e do  AMOR PLATÔNICO:

Dominguinhos amava  Garanhuns, mas não era correspondido.

A população  amava Dominguinhos, mas não era correspondida. 

Poderemos também dizer:

DOMINGUINHOS, ERA UM APRENDIZ  QUE  NÃO SABIA  AMAR  GARANHUNS, ASSIM COMO A POPULAÇÃO. Afinal, no amor uma das partes, ou ambas, têm que tomar a iniciativa.

Para os sobreviventes,  “amar”  Dominguinhos após a sua morte, se constitui num AMOR PLATÔNICO, com lágrimas,  que o diga o prefeito Izaías Régis, recém adepto do forró “pé de serra”.  Lembrete: As Festas Juninas vem aí.

TENHO DITO.