quinta-feira, 10 de abril de 2014

UMA MENINA É CANDIDATA AO NOBEL DA PAZ



ESPECIAL - Uma bomba explodiu em um mercado na periferia da capital do Paquistão, Islamabad, nesta quarta-feira (9), matando 23 pessoas e ferindo pelo menos 39, conforme afirmam a polícia e funcionários do hospital para onde foram levadas as vítimas.

O Paquistão é um país que surgiu com a independência da Índia, em 1947. Faz fronteira com o Afeganistão, é de maioria muçulmana e como o seu vizinho tem a vida “infernizada” pelos talibãs.

Esses proíbem mulheres de trabalhar e frequentar escolas, não permitem danças, nem que se escute rádio, CD, ou que se assistam DVDs, cinema ou televisão.

Deste lugar atrasado em que uma mulher vale menos do que um animal, surgiu a jovem Malala Yousafzai, criada  no Vale do Swat, um lugar bonito que já atraiu turistas ao Paquistão. Os talibãs mudaram tudo.

Filha de um professor liberal, Malala se recusou a deixar de estudar e assumiu a luta pelo direito das mulheres frequentarem as escolas.

Por conta disso, foi atingida por um tiro na cabeça, dentro do ônibus escolar e se salvou por um verdadeiro milagre.

Aos 16 anos, foi convidada para discursar na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque. A partir daí passou a ser cotada para receber o Nobel da Paz. É a mais jovem candidata da história ao cobiçado prêmio.

Recentemente Malala foi capa da prestigiada Revista Time. A paquistanesa ficou na segunda colocação entre os indicados como “pessoa do ano” pela publicação.

No Brasil a Editora Companhia das Letras publicou o livro “Eu Sou Malala”, com a história da garota que defendeu o direito à educação e foi baleada pelo talibã. A biografia foi escrita com o auxílio da jornalista francesa Chrstina Lamb e está na lista dos mais vendidos no Brasil e em vários outros países.

Atualmente Malala Yousafzai mora na Inglaterra com seus pais e irmãos. Mas sonha um dia voltar ao Vale do Swat.