terça-feira, 16 de setembro de 2014

MARINA SE DIZ ATACADA POR SER NEGRA, POBRE E EVANGELICA. ....

A afirmação foi feita durante um comício em João Pessoa, capital na Paraíba, no último sábado (13)


Foto: Leo Cabral/ MSILVA Online
Foto: Leo Cabral/ MSILVA Online

Estadão

A candidata à Presidência do PSB, Marina Silva, afirmou neste sábado, 13, em um comício em João Pessoa, capital da Paraíba, que virou alvo de críticas por ser “filha de pobre, preta e evangélica”. Marina acusou seus adversários de promoverem uma “campanha de ódio” contra ela e sua candidatura.
“Onde já se viu querer que a gente diga a verdade sobre a sua trajetória e a sua biografia? Filha de pobre, preta e evangélica é para ser desrespeitada, caluniada, tratada com preconceito”, ironizou. Disse também que o Brasil sempre foi um país tolerante com as diferenças, onde as pessoas convivem “de forma respeitosa, amorosa, acolhedora entre quem crê e quem não crê, entre quem é católico e quem é evangélico”. Agora, no entanto, prosseguiu, os adversários “começaram uma campanha de ódio”.
Sem especificar se falava da presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, ou do rival tucano Aécio Neves, a ex-ministra do Meio Ambiente afirmou que “eles” se recusam a dizer a verdade sobre a sua trajetória de vida. “Quando eu peço para eles pararem com a mentira e com a calúnia, eu estou me fazendo de vítima. Olha como a política ficou perversa. Você é apunhalada, caluniada e tem de ficar calada e sorrir agradecida, porque senão eles reclamam”.
Rivalidade. Desde que subiu nas pesquisas, Marina tem sido alvo de fortes ataques, principalmente partidos do PT, partido do qual fez parte por mais de duas décadas. A estratégia de campanha da presidente Dilma é desconstruir a imagem da ex-ministra, para que a petista inverta as tendências e tenha maior chance de vitória no segundo turno.
Esses ataques, que se estenderam por toda a semana, partiram até mesmo da presidente Dilma – que disse neste sábado, 13, que quem deseja ser presidente “tem de aguentar a barra” – e seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, segundo o qual Marina “não precisa contar inverdades” a respeito dele.
Apesar de a campanha da presidente centrar sua artilharia em questões mais ligadas à área econômica, ela também mencionou que Marina havia mudado o seu programa de governo na parte que diz respeito aos direitos da comunidade gay depois de ser pressionada pelo pastor Silas Malafaia pelo Twitter.