domingo, 7 de setembro de 2014

QUEM MATOU EDUARDO FOI O PT? POR MICHEL ZAIDAN




Seria de bom alvitre que o Comitê político da campanha do ex-governador de Pernambuco fizesse um pronunciamento público sobre uma série de pichações anônimas que recobrem os muros do Recife, em locais estratégicos da cidade. Segundo a legenda dessas pichações, foi o Partido dos Trabalhadores que matou Eduardo Campos. Como em ocasiões anteriores, este expediente calunioso e imoral foi utilizado contra candidatos que eram os preferidos pela opinião pública. Quem não se recorda do que foi feito com o ex-senador Marcos Freire? – Muitas questões envolvendo essa tragédia aeronáutica continuam sem resposta; sobretudo aqueles atinentes à titularidade do aparelho e os beneficiários dos depósitos “em contas fantasmas” correspondentes ao aluguel da aeronave. Naturalmente, o proprietário – seja deste ou do outro mundo – terá de assumir a responsabilidade civil e criminal pelas consequências do sinistro. Pior é dúvida que começa a florescer entre os eleitores de bem (não de bens) sobre os financiadores da campanha eleitoral. Agora, venha à tona a informação que uma das empresas beneficiadas com renúncia fiscal pelo hoje candidato do PSB ao governo do estado, quando era secretário da Fazenda, foi um dos intermediários da compra da aeronave sinistrada.

Será que já não está na hora dos órgãos de controle e fiscalização da campanha eleitoral pedirem uma explicação sobre todas essas questões? – Ou vamos esperar o fato consumado do resultado eleitoral, para correr atrás da fraude ou do crime eleitoral?

Essa operação de troca dos nomes da chapa majoritária do PSB às eleições presidenciais está cheirando cada vez a coisa estragada. Primeiro, a candidata nunca renunciou à sua condição de presidente do seu partido “rede-sustentabilidade”, o seu discurso é de uma militante pentecostal, apesar da agenda pós-moderna do verde, da equidade e da sustentabilidade. Discurso despolitizado como convém a quem quer engabelar os “bestas”. Aproveitou-se da produção cinematográfica do funeral do ex-governador e do poder de escolha da oligarquia local para “cavar” a própria candidatura, mesmo contra a opinião dos próceres nacionais do PSB. E agora vem acusando o governo petista de fazer ameaças e intimidações como o “slogan” – “de volta ao passado”. Se fosse o passado recente (o neo-liberalismo do PSDB, até que não seria tão espantador. Pior é volta aos tempos da Caverna, da Pré-história, de Brucutu e da família buscapé.

Os eleitores ainda não se deram conta de quem é esse simulacro de candidatura. ele é produto de uma engenharia perversa, alimentada por muitos interesses, que aproveitando o desgaste da presidente Dilma, se insinua como “novo”, “diferente”, “alternativo”. Não sabem os marqueteiros, que o ex-presidente Fernando Collor – outro simulacro eletrônico de político – também surgiu falando em novidade, em modernidade, em eficiência e coisas que tais. A diferença é que Collor só confiscou a poupança dos mais humildes. A “santinha do pau oco” é mais perigosa. Ela esconde, atrás do verde, o espantalho dos costumes e crenças de antanho. Mas ainda temos tempo de revelar a verdadeira face da irmã Marina. O cometa eleitoral parou de subir. A mentira tem perna curta. E muita coisa “estranha” ainda vai aparecer até as eleições de outubro.