terça-feira, 14 de outubro de 2014

PESQUISA NORTE-AMERICANA SE APROXIMA DA CURA PARA DIABETES; DIAS DE INSULINA PODEM ESTAR PRÓXIMO DO FIM

Instituto Gladstone testou uma técnica que se mostrou capaz de repor
as células destruídas pelo diabetes

Os dias de injeções de insulina para pessoas com Diabetes Tipo 1 podem estar próximos do fim. Cientistas norte-americanos da Universidade de Harvard garantem estar “à um passo pré-clínico de distância” da cura da doença. A partir de células-tronco, o grupo conseguiu desenvolver células beta - responsáveis pela produção de insulina no organismo - em quantidade suficiente para realizar transplantes de células ou para fins farmacêuticos. 

Ao contrário da diabetes Tipo 2, em que as condições desfavoráveis criadas por nós facilitam o aparecimento da doença, a Tipo 1 se desenvolve, na maior parte da vezes, durante a infância e é caracterizada pela destruição das células beta do pâncreas. 

Essa não é a primeira tentativa de recriar esse tipo de célula a partir de células-tronco. Também nos Estados Unidos, uma equipe dos Institutos Gladstone, na Universidade da Califórnia em São Francisco, testou uma técnica que se mostrou capaz de repor as células destruídas pelo diabetes. O experimento foi aplicado em ratos e publicado no início deste ano. 

Contudo, o doutor Doug Melton, que conduziu os estudos em Harvard, insiste que nenhum outro grupo conseguiu produzir células beta maduras adequadas para o uso em humanos. “A maior dificuldade tem sido alcançar a sensibilidade à glicose, células secretoras de insulina, e foi isso o que nosso grupo fez”, explica. 

A técnica desenvolvida por Melton já foi testada em camundongos diabéticos e as células geradas em laboratório funcionaram normalmente e praticamente curaram os animais da doença. “Nós demos às células três desafios com glicose em camundongos separadamente e elas responderam apropriadamente. Isso foi muito empolgante”, conta.

Novos testes estão sendo feitos em macacos e ainda não há previsão para testar a possibilidade em humanos, o cientista espera, contudo, que em poucos anos o transplante já esteja disponível para portadores da doença. 

ENTENDA:

A insulina é o hormônio utilizado pelo corpo para promover a entrada de glicose nas células. Essa, por sua vez, é a composição formada pela digestão dos açúcares no organismo. Após o contato com a insulina, a glicose é absorvida pelo sangue e usada como energia pelos tecidos. Daí, a importância dela para o funcionamento do corpo. 

No Tipo 1, a produção de insulina é insuficiente, pois as células sofrem destruição autoimune. Por isso, os pacientes precisam de injeções diárias de insulina mimetizada para suprir essa carência.

Já a diabetes Tipo 2 está relacionada à obesidade, maus hábitos alimentares, sedentarismo e estresse. Apesar de ter sido por muito tempo ligada à pacientes obesos acima dos 40 anos, ela é cada vez mais identificada em jovens. Os pacientes produzem insulina, mas a ação da substância é dificultada. Isso causa resistência insulínica, que ocasiona a hiperglicemia.

Da redação Sináculo
Fonte: Diário de Pernambuco
Imagem: Divulgação / Internet