sexta-feira, 3 de outubro de 2014

PSOL PEDE AO TRE INFORMAÇÃO COMPLETA SOBRE DOADORES DE PAULO CÂMARA


O PSOL-PE protocolou, nesta sexta-feira (3/10), um pedido no Tribunal Regional Eleitoral para que a Justiça e o candidato a governador Paulo Câmara informem a origem das doações de campanha recebidas sem identificação do doador originário. Com base na Lei de Acesso à Informação, o PSOL requer que se explicite, com a maior rapidez possível, de onde foram arrecadados os cerca de R$ 8 milhões transferidos para a campanha do candidato via conta do diretório Estadual/Distrital e do comitê financeiro do PSB.

O pedido foi protocolado pelo presidente em exercício do PSOL/PE, Edilson Silva, e outros representantes da Executiva Estadual como Albanise Pires e Roberto Numeriano. A ação menciona o fato de que, na última terça-feira, durante debate realizado pela TV Globo, ao ser instado pelo candidato a governador Zé Gomes (PSOL) a revelar os nomes de seus doadores ocultos, Câmara ter se comprometido, diante das câmeras e do povo pernambucano, a prestar as informações. 

Entretanto, não o fez no dia seguinte. E ontem, após muita pressão da população e da imprensa, se limitou a apresentar, em seu site, extratos de sua prestação de contas, ainda sem revelar os doadores. Seu partido, conforme o sistema da Justiça Eleitoral, recebeu dinheiro de empreiteiras com contratos na administração estadual.

Em nota, o PSOL repudiou a falta de transparência no processo eleitoral, as campanhas milionárias e as relações suspeitas entre empresas beneficiadas com contratos com o Estado e candidaturas que facilitaram este beneficiamento. Também protestou contra o “processo de privatização da atividade eleitoral, que solapa a nossa democracia e coloca o interesse público na sala de espera dos interesses privados de poucos”.

“Dentre os doadores apresentados estão empresas como a OAS, beneficiada com obras no Estado e outras também beneficiadas na Parceria Público-Privada com a Compesa, por exemplo. É mais um episódio – somado ao caso do avião usado em campanha pelo PSB e que foi supostamente comprado por empresa também beneficiada com incentivos do governo estadual – que precisa ser esclarecido e exige da sociedade vigilância", diz a nota. 

"Só a OAS, pelos números apresentados até aqui, já doou pelo menos R$ 3,5 milhões à campanha de Paulo Câmara. É uma quantia incrivelmente absurda, que não pode ser compreendida como mera afinidade política com o candidato e muito menos espírito republicano em prol do fortalecimento de nossa democracia”, acrescenta.

Fonte: Assessoria PSOL
Imagem: PSOL