quinta-feira, 23 de abril de 2015

A VOLTA DO REI DO CANGAÇO - LIVRO ESCRITO POR JUNIOR ALMEIDA




               Mesmo sem o lançamento oficial, o livro A VOLTA DO REI DO CANGAÇO, do "capoeirense de Garanhuns", Junior Almeida, está sendo muito bem aceito por quem ler. O autor esteve ontem (16/04) na Rádio Marano em Garanhuns, e concedeu entrevista ao radialista Marcelo Jorge, onde falou que o seu livro já está em doze estados do país, principalmente com os vários nordestinos residentes em São Paulo. Junior Almeida também falou da dificuldade de lançar e distribuir um livro sem apoio de uma grande editora, que hoje vende seus livro através das redes sociais e pela recomendação de quem já leu e gostou da obra.



                        O LIVRO: O romance “A Volta do Rei do Cangaço,” de Junior Almeida, mantém vivo o mito de Lampião. Neste livro de sabor regional o mais famoso cangaceiro nordestino não foi morto pela polícia em Sergipe, em 1938. Alguém foi assassinado em seu lugar mas prevaleceu a versão das “volantes” e do governo. 

                    Lampião, na verdade, foi atingido por uma espécie de maldição e ainda está vivo, sem nem ao menos envelhecer. Já morou em vários lugares do Nordeste e usou diversos nomes. Atualmente usa o nome de Luiz Ribeiro, é coronel da Polícia Militar de Pernambuco e mora num recanto escondido no município de Capoeiras, no Agreste do Estado.

                  O romance faz uma viagem ao passado, relembrando os tempos do cangaço e da violência, tanto por parte dos bandoleiros como da polícia. No presente, Virgulino Ferreira, com outro nome interage com militares de alta patente e até com o governador do Estado. Um historiador, obcecado pela vida misteriosa dos cangaceiros, desconfia que Lampião não morreu em Angicos e começa a fazer investigações por conta própria, enfrentando a descrença de muitos e os perigos dessa busca pela verdade. 

                “A Volta do Rei do Cangaço” retrata o interior das pequenas cidades do Nordeste, mostra as ligações de Lampião com o padre Cícero Romão e nos apresenta o cangaceiro como uma espécie de justiceiro, capaz ainda hoje de recorrer a violência quando é preciso enfrentar uma desfeita ou punir algum bandido.