quarta-feira, 4 de novembro de 2015

ARTISTA PLÁSTICO DE CURRAL NOVO PRODUZ ESCULTURAS MARCANTES

     
  


       Entre as diversas manifestações artísticas e culturais existentes em Águas Belas, algo que chama a atenção é a arte plástica produzida por um escultor local. O nome dele é Cosme Tenório, natural de Águas Belas, nasceu (em Curral Novo) no dia 19/06/1982 (33 anos), trabalhador rural que tem em uma pequena casa em Curral Novo seu ateliê improvisado, ele que atualmente reside próximo ao distrito, tem uma arte em argila que obedece a traços próprios e inconfundíveis.


     
















     

              Cosme Tenório é o um artista nato, pois não frequentou nenhuma escola de belas artes ou alguma universidade para exercer as expressões que o particularizam. Em entrevista ao Jornal Cidade Cosme falou como teve início sua inspiração: “Estava na roça, quando me deparei com um ‘bolo’ de argila, e vi que ali dava uma obra, e fiz uma sereia. Eu não tinha noção do que era uma obra de arte, muitas pessoas não acreditam, mas acho que foi um dom de Deus”.

      Tudo ocorreu em 2007, Cosme agora produz diversas obras, indo desde obras sacras a esculturas de criação própria, com obras que normalmente retratam o dia a dia do homem no sertão e figuras históricas, de crenças ou que simplesmente entraram no imaginário do nordestino, tornando-se figuras mitológicas. Cosme em sua caminhada vai construindo um acervo riquíssimo de esculturas, impondo um estilo próprio e mostrando que o Sertanejo é sem via de dúvidas, um forte como já relatava Euclides da Cunha. Começando inclusive a fazer escola, onde um vizinho ao visualizar as obras de arte e adquirir uma, começou também a produzir com características similares, sendo influenciado por Cosme e suas obras. 

Cosme como todo artista é um sonhador: “Em quero que no futuro, se for possível, que o Ministério da Cultura me ajude a criar um ponto de cultura para que Curral Novo se desenvolva, atraindo visitantes e trazendo renda para o meu lugar. E neste mesmo ponto dá aulas para que outras pessoas possam está aprendendo e revelando o seus dons, para não deixar a arte morrer quando eu me for”. O artista também relata a falta de apoio por parte de órgãos públicos, o que infelizmente é uma realidade local.

      Esse artista chega a emocionar tendo em vista sua origem e persistência, tentando (apesar de seus limites) levar sua arte, baseada na vivência do sertanejo. Mostrando ao mesmo passo a criatividade deste povo que se reinventa e que, apesar das dificuldades e exclusões, aflora com saídas geniais e quase sempre fundadoras de espaços de esperança.    

Por Ildebrando Gutemberg