sábado, 28 de novembro de 2015

REBELIÃO NA CADEIA PÚBLICA DE GARANHUNS

                   No início da tarde desta sexta-feira (27/11), detentos da Cadeia Pública de Garanhuns realizaram uma rebelião. Os presos reivindicavam o Auxílio Alimentação que segundo eles, a cerca de 05 meses não é pago pelo Governo do Estado. O valor da ajuda seria de R$ 150 reais por mês para cada preso se alimentar pois  se tratar de Cadeia e seus reclusos não terem sido condenados pela justiça, a alimentação é resultado desta quantia que, muitas vezes, ainda é dividida com familiares. A cadeia pública de Garanhuns tem capacidade para 96 presos, e hoje se encontra em super lotação com 227 detentos.

                  Após aterem fogo em colchões e vários objetos dentro das celas,  exigiram a presença da imprensa pra poderem se entregarem e ter garantias que não iam ser maltratados pela polícia. As negociações progrediram de forma significante através do Promotor de Justiça Dirceu Barros, Ely Jobson – Comandante do 9º BPM e Major Hudson de Moura. Após horas de negociação o promotor autorizou a entrada da imprensa e os presos se entregaram de forma pacifica  saindo um a um por um buraco que haviam feito na parede da cela, para exalar a fumaça.

                  
               Segundo a PM, após contagem dos presos foi percebido que o detento Daniel Antônio Gonçalo da Silva teria exalado muita fumaça decorrente da queima dos colchões. Ele foi socorrido para o Hospital Regional Dom Moura pelo Corpo de Bombeiros e seu estado de saúde é estável.

Rebeliao - Cadeia de Garanhuns
                 

         Os pavilhões, bem como a cozinha, foram completamente danificados pelo fogo que foi controlado pelo efetivo do Corpo de Bombeiros.

fogo na cadeia de Garanhuns.
                   
           Devido à destruição dos pavilhões alguns detentos serão transferidos para outras unidades prisionais do estado,

               Segundo a  idealizadora do projeto MAS - Movimento Amigos Solidários, (alfabetização, inclusão social, qualificação profissional e artes)  jornalista Selma Mello, "a atitude nos causou espanto, uma vez que a comunidade daquela unidade é bastante calma e prestativa. Entretanto, não podemos descartar a condição muito precária que se encontravam os detentos devido a falta de pagamento do auxílio alimentício que resultava em fome e desespero. Só podemos lamentar e esperar que as coisas se resolvam da melhor maneira possível.  Quanto ao projeto afirma que até o final do ano está suspenso.

fotos da Agreste Violento