terça-feira, 5 de julho de 2016

BEBE MORRE POR FALTA DE VAGA NA UTI

           

           Um bebê de 2 meses, que estava há 9 dias internado e o quadro de saúde só piorava devido a falta de vaga na UTI, veio a óbito chocando toda a população.


     
        Segundo o blog Agreste em Alerta, "a mãe da criança, sem nenhuma orientação adequada, aguardou por 7 dias antes de recorrer a alguém que pudesse ajudá-la. Foi então que surgiu um médico e deu-lhe um documento que seria o encaminhamento urgente do seu filho a uma UTI e uma liminar a ser levada ao Ministério Público, para que fosse agilizada a internação do bebê.

            A criança foi transferida para o Hospital das Clínicas com o diagnóstico de quadro gravíssimo e a necessidade urgente da UTI  fez com que o hospital improvisasse um balão de oxigênio enquanto algum leito fosse liberado e, consequentemente, disponibilizado.

          No blog a denuncia: "Apesar do quadro grave, o bebê foi condenado a morrer de uma doença estrutural que atinge o estado de Pernambuco: A falta de leitos na UTI".

          Este não é um caso isolado, tantos outros pacientes se foram enquanto aguardavam uma vaga nas Unidades de Tratamento Intensivo. Em todo o estado existem apenas 977 vagas, sendo 114 destinados a crianças até 14 anos de idade e a carência de leitos de terapia intensiva, faz a diferença entre a vida e a morte.

           No caso do bebê Yuri de 2 meses, que morreu na fila de espera por uma UTI, a mãe começou seu martírio quando teve que acompanhar sua bebê por 9 dias, trocando de  hospitais até conseguir, com muita dificuldade, um, que pelo menos tentasse fazer com que a criança não morresse. Entretanto, pós ser submetido ao balão de oxigênio, veio o calvário, o laudo médico do óbito da criança que, já tinha a morte anunciada...Quando lhe faltará serviços de saúde básicos.

           As denúncias que conseguem aparecer na mídia se acumulam: faltas de  medicamentos, faltam materiais, recursos humanos, esses também estão em baixa, e filas de horas a fio, são a rotina da população que chega a procurar uma unidade de saúde no Brasil. 

        O Blog termina essa triste noticia com o resumo: Unidades que deveriam salvar vidas terminam funcionando a favor da morte; superlotadas, com grandes filas de espera, sem manutenção à altura, e totalmente detrás da demanda da cidade e seu entorno. Uma triste realidade que terá que ser mudada.

Nós acrescentamos: Castro Alves tinha razão quando disse: Existe um povo que da bandeira se empresta para cobrir sua infâmia covardia e deixa transformasse, qualquer festa, num manto impuro de bacante fria...!"