sábado, 18 de março de 2017

MARIA DO CÉU, REPRESENTANTE REGIONAL NORDESTE DO MINC, VISITARÁ CASTAINHO

             


         Em visita ao MINC, na  capital pernambucana, o Senhor Sandro Mendes Lopes, e representantes do Quilombo Castainho, Garanhuns,  aproveitou para  convidar,  a Sra. Maria do Céu,  representante Regional Nordeste (RR-NE) e demais assessores, para participarem da 32º Festa da Mãe Preta que se realizará no próximo mês de maio no Quilombo citado.


           Maria do céu, Modelo, empresária, produtora, artista, dançarina, ativista, esposa, mãe e dona da Metrópole, uma das boates mais badaladas do Recife é a representante Regional Nordeste (RR-NE) do MINC, Ministério da Cultura


           Também confirmada a presença do líder politico Jailton Pereira Silva, vereador na cidade de Petrolânia que, na ocasião, fez convite para o grupo conhecer o Quilombo - Borda do Lago/Negros de Betinho. no sertão de Itaparica.



         O Castainho é uma comunidade quilombola que encontra-se localizada a seis quilômetros do centro da cidade de Garanhuns, na região do agreste do estado de Pernambuco onde vivem aproximadamente 350 famílias quilombolas e sua história está relacionada com a do quilombo de Palmares. Símbolo de resistência e organização dos escravos fugidos na época do império, Palmares foi o grande reduto quilombola da região situada ao sul do estado de Pernambuco e norte do estado de Alagoas. Os moradores de Castainho identificam a origem da comunidade com a destruição do quilombo de Palmares.



             Castainho foi fundado por um grupo de negros que conseguiu fugir da guerra que destruiu Palmares.


                 A comunidade sobrevive principalmente do cultivo da mandioca, mas plantam também milho, feijão e hortaliças. A mandioca é utilizada na produção de farinha, massa, beiju e goma, produtos que são comercializados na cidade de Garanhuns. Com o apoio da organização não-governamental Djumbay, a comunidade desenvolveu um projeto de ampliação e modernização da casa de farinha. O investimento na casa de farinha possibilitou o aumento da produção contribuindo assim para a melhoria da renda das famílias.


            José Carlos, um dos  líderes quilombolas reconhecido nacionalmente,  irá completar 60 anos de idade no próximo domingo. O mesmo vem de uma dinastia de negros e atua com punhos de ferro naquela região onde seu empenho se traduz entre o moderno e o culto às as tradições seculares, trazendo novas perspectivas tecnológicas e de crescimento humano, o que se reflete nas artes e cultura do quilombo mais tradicional da região.



História da Mãe Preta

        Na época da escravidão, as escravas tinham que amamentar os filhos de suas donas, cuidando deles dia e noite, por isso eram chamadas de Mãe Preta. Enquanto isso, seus próprios filhos eram entregues aos seus Senhores e sofriam os maus-tratos da escravidão.

          Existe uma lenda que conta a história da escrava Mariana. Seu único filho um dia desapareceu e nunca mais foi encontrado. Mãe Preta chorava sem parar. As lágrimas derramadas se transformaram em uma fonte, que se tornou famosa entre os habitantes da cidade e os viajantes.

A Festa da Mãe Preta




             As primeiras festas aconteceram na Serra da Barriga (sítio histórico onde se localizava o Quilombo dos Palmares, no Estado das Alagoas). Era uma Festa do Quilombo em homenagem a mulher mais velha do grupo, a chamada Mãe Preta. Naquela época, a festa era restrita à comunidade. A Festa da Mãe Preta foi oficializada em 1986. Nesse ano, a comunidade de Castainho voltou a realizar a festividade, aberta para o público, que pode prestigiar a cultura negra dos remanescentes. A Festa tem apresentações artístico-culturais das seis comunidades quilombolas existentes em Garanhuns.



             A festa da Mãe Preta foi oficializada em 1986, mas já acontecia na Serra da Barriga (sítio histórico onde se localizava o Quilombo dos Palmares no Estado das Alagoas), com o nome de Festa do Quilombo em homenagem a mulher mais velha do grupo, a chamada Mãe Preta. A festa era restrita a comunidade. Depois que os negros se refugiaram no Castainho voltaram a realizar a festividade com o nome de Festa da Mãe Preta, aberta ao público, que pode prestigiar toda cultura negra dos remanescentes.



           Sandro Mendes Lopes, sobrinho do Sr. José Carlos Lopes, é apontado como o esperado sucessor daquele que  luta pela seu povo de forma brava e dedicada, unindo todas as ferramentas que lhe são disponíveis para o bem estar da comunidade que o ama e o vê como, sem sombras de dúvidas, o maior líder comunitário que um quilombo poderia ter.

            Parabéns Sandro e parabéns ao aniversariante do mês. 
Que suas vidas sejam plenas.