sexta-feira, 21 de julho de 2017

POLÍCIA DE PE FAZ AÇÃO PARA PRENDER SUSPEITOS DE CRIMES DE ATÉ R$ 40 MILHÕES EM PREFEITURAS

               


       Operação Comunheiro II' foi deflagrada na manhã desta sexta-feira (21), no Recife, Região Metropolitana e Zona da Mata Norte. São cumpridos oito mandados de prisão e 26 de busca e apreensão.

           A Polícia Civil de Pernambuco deflagrou, na manhã desta sexta-feira (21), uma ação para prender oito suspeitos de integrar uma organização criminosa suspeita de crimes em licitações e lavagem de dinheiro em várias prefeituras do interior. De acordo com a corporação, o dano aos cofres públicos pode chegar a R$ 40 milhões. A operação ocorre nas cidades do Recife, Olinda, São Lourenço da Mata e Itamaracá, no Grande Recife, além de Carpina, Paudalho e Buenos Aires, na Zona da Mata Norte.

           A 'Operação Comunheiro II' cumpre também 26 mandados de busca e apreensão, além de 12 de condução coercitiva, quando as pessoas são levadas para prestar depoimento. Os mandados foram expedidos pela Justiça em Carpina, na Zona da Mata Norte.
A 'Comunheiro II' é a 26ª operação de repressão qualificada deste ano. A Justiça também determinou o bloqueio de contas bancárias e a decretação judicial da proibição das empresas citadas contratarem com o poder público.

          As investigações foram realizadas pela Delegacia de Crimes Contra a Administração e Serviços, sob a presidência do delegado Izaias Novaes. Participam da ‘Operação Comunheiro II’ 170 policiais civis, entre delegados, agentes e escrivães, além de auditores do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE).

          Os presos e os materiais apreendidos estão sendo levados para a sede do Departamento de Repressão aos Crimes Contra o Patrimônio, em Afogados, na Zona Oeste do Recife.

Primeira etapa

         No dia 17 de março deste ano, a polícia deflagrou a primeira etapa da 'Operação Comunheiro'. A corporação investigou um esquema de lavagem de dinheiro e fraude de licitação em Pernambuco. Três pessoas foram presas. O grupo utilizaria “laranjas” para fraudar e ganhar licitações em diversos municípios, com desvios que podem superar R$ 13 milhões.


        Segundo a polícia, o foco inicial das investigações são três empresas. Elas utilizariam de mecanismos para fraudar e ganhar licitações nas áreas de gênero alimentício, material de expediente e serviços.