sábado, 22 de julho de 2017

PROGRAMAÇÃO 3º DIA DO FIG NA PRAÇA MESTRE DOMINGUINHOS


20h – Rogério e os Cabra







               Criado em 2004, pelo cantor e compositor Rogério Diniz, o projeto Rogério e os Cabra destaca-se por apresentar em suas canções elementos da cultura regional do agreste/sertão pernambucano; através de influências do reisado, côco, xaxado, baião, afoxé, maracatu, dentre outras expressões artísticas tão marcantes do nosso estado. Nascido no interior de Pernambuco, filho de ferreiro e de família de agricultores, Rogério tem uma facilidade extraordinária em compor canções e cordéis, valendo-se de instrumentos percussivos, corda e sopro, e letras inovadoras que se fundem em uma só proposta, divulgar para o mundo nossos costumes, (des)crenças, dialetos e células percussivas. Costuma dizer que “a beleza está nas coisas mais simples, desde um espulinhar de pardais em um pé de castanhola, a um bafo de candeeiro numa casa de matuto”. E assim, trilha sua história, levando nas costas um enorme saco de boca bem amarrada e dentro dele, seu sonho.

          Para a formatação do trabalho atual do grupo foram reunidos resultados de pesquisas e experiências que descrevem a peleja e a força do sertanejo que, plantando a fé, rasga o chão, trazendo a tona uma imensa e viçosa árvore da realidade, de frutos amargos e espinhosos que deixa a sua alma vazia, num presságio de desprezo, mentira e abandono, deita-se em sua imensa sombra fresca e chora, renegando sua crença, seu livro santo e seu Deus.

           O cantor e compositor pernambucano Rogério Diniz, começou a ter reconhecimento do público da região agreste pernambucana, ao compor “Roçado de fé”, em 1997. Desde então não parou mais, como um beginners hitmaker. Por duas vezes, foi premiado nas categorias de melhor canção e melhor interprete, no Festival da Canção Brasileira de Quipapá, com as músicas “Meu cordel” em 2010 e “Cunha de Umburana” em 2011; A banda Rogério e os Cabra é formada por 8 (oito) integrantes, todos interessados em pesquisar, refletir e difundir os costumes, as (des)crenças e a musicalidade cultural do povo pernambucano. 

21h – Maciel Salu




           Filho do Mestre Salustiano e neto de João Salustiano, Maciel Salustiano Soares é músico, cantor, compositor e mestre do Maracatu Piaba de Ouro, de Olinda/PE. Cresceu em contato com o cavalo-marinho, as sambadas de maracatu, a ciranda, o forró, o coco, entre outros brinquedos. Iniciou a carreira artística, ao lado de familiares, integrando os grupos Os Quentes do Forró e O Sonho da Rabeca. Em 1997, entrou para o grupo Chão e Chinelo como rabequeiro, vocalista e compositor. Participou da Orchestra Santa Massa, ao lado de Fábio Trummer, Isaar, Jam da Silva e DJ Dolores, além de compor a trilha sonora para os espetáculos Desatino do Norte e Desatino do Sul, do Balé Municipal de São Paulo e do filme Tejucupapo, curta-metragem pernambucano dirigido por Marcílio Brandão. Iniciou a carreira solo em 2003 e, atualmente, integra a Orquestra Contemporânea de Olinda.


22h - Cantos Rurais: Adiel Luna (PE) e Mestre Bule-Bule (BA)

Adiel Luna

Mestre Bule-Bule 


Cantos Rurais

         As manifestações populares e tradicionais traduzem livremente a essência maior da cultura brasileira e Cantos Rurais, o mais novo projeto musical de Adiel Luna (PE) e do Mestre Bule Bule (BA), se configura na confluência da diversidade cultural e sonora pernambucana e baiana. Com elementos do Samba de Roda, do Coco e da Cantoria de Viola, Cantos Rurais possui uma relação direta com a cultura popular e é o resultado de seus aprendizados riquíssimos dentro da tradição do oral nordestina – o que dá aos poetas uma base muito consistente para a construção de um trabalho bastante singular. 

          O espetáculo é festa, comemoração, brincadeira de improviso, onde cantadores e público se reúnem para uma experiência fascinante e um passeio sedutor por essas manifestações que têm o improviso como fio condutor. O projeto traz um clima íntimo e harmonioso com músicas de autorias de Adiel e Bule e elementos singulares de suas identidades, mesclando contextos nordestinos: paisagens, religiosidade, cotidiano, histórias e sonoridades.

          Seus temas vão da literatura de cordel aos cantos tradicionais, toadas, baiões, forrós, cocos, sambas de roda e outras formas de expressões artísticas encontradas em Pernambuco e na Bahia.
Entre uma música e outra, eles contam causos, recitam versos e brincam com o público, num espetáculo bastante descontraído e dançante.

           A viola dinâmica conduz as linhas melódicas das músicas em diálogo com a sanfona, resignificando um dueto antigo da musicalidade nordestina e principalmente sertaneja. A liga harmônica fica a cargo do violão de sete cordas.

23h – Alice Caymmi (RJ)


       


     Alice Malaguti Caymmi, mais conhecida como Alice Caymmi (Rio de Janeiro17 de março de 1990), é uma cantora e compositorabrasileira. Ela é neta de Dorival Caymmi, filha de Danilo e Simone Caymmi e sobrinha de Nana e Dori Caymmi

      Aos 12 anos, Alice fez sua primeira gravação profissional: "Seus Olhos", escrita pela irmã Juliana e incluída no álbum Desejo, da tia Nana Caymmi. Pouco tempo depois, apresentou a faixa com ela em uma apresentação lotada na tradicional casa de shows carioca Canecão Antes de decidir pela carreira musical, cursou um ano de direito. Depois, estudou artes cênicas na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.[1] Em 2007, participou da cerimônia de encerramento dos Jogos Pan-Americanos[4] ao lado do pai, Danilo.

              Por meio de uma parceria entre a Kuarup e a Sony Music, Alice lançou em 2012 seu primeiro álbum de estúdio, autointitulado, que deu origem a várias apresentações e projetos. O álbum é em maior parte constituído por composições da própria artista, solo ou em parceria, exceto pelas regravações de Dorival Caymmi e Björk.[5]
Seu segundo álbum de estúdio, Rainha dos Raios (2014), é baseado em regravações e contém apenas duas músicas autorais, uma delas em parceria com Michael Sullivan.[6] Em 2015, sua canção "Como Vês" figurou na trilha sonora da minissérie Felizes para Sempre?, exibida pela Rede Globo. Em outubro de 2015, Alice começou a trabalhar na produção de seu primeiro DVD ao vivo, a ser dirigido por Paulo Borges.

0h30 – Baby do Brasil (RJ)



            Baby ganhou notoriedade nacional e internacional na década de 70 com o grupo Novos Baianos, fundado por ela, Moraes Moreira, Galvão, Paulinho Boca de Cantor e Pepeu Gomes, uma das maiores influências da MPB. Hoje, Baby do Brasil continua muito bem acompanhada no palco. Sua nova banda traz nomes de peso com o renomado Frank Solari na guitarra, o lendário baterista Jorginho Gomes, os talentosíssimos André Gomes no baixo, Dudu Trentin nos teclados, e o guitarrista e violonista Daniel Santiago.

       O eletrizante show "Baby do Brasil Experience" é aberto com a introdução de uma das músicas de Jimi Hendrix, demonstrando a forte presença e influência das guitarras na música da artista. O show traz grandes sucessos da sua carreira de cantora e compositora como “Sem Pecado e Sem Juízo” (Baby e Pepeu Gomes), “Cósmica” (Baby), “Telúrica” (Baby e Jorginho Gomes), e músicas de outros grandes compositores como "Brasileirinho" (Waldir Azevedo e Pereira da Costa), "A menina dança” (Moraes e Galvão), “Menino do Rio” (Caetano Veloso), “Todo Dia Era Dia de Índio” (Jorge Ben) - as três últimas compostas exclusivamente para ela. Além de novidades, como a versão especial que fez para “Summertime” (George Gershwin), grande sucesso na voz de Janis Joplin, “Malandro” (Jorge Aragão e Jotabê), sucesso lançado na voz de Elza Soares (uma das principais referências de Baby), “Is This Love” de Bob Marley, onde Baby fez a versão nos anos 80, “Stand by me” de John Lennon, e a bossa-nova, "Desafinado" (Tom Jobim e Newton Mendonça), grande influência na arte de Baby por um de seus grandes mestres da musica, João Gilberto.

O show é uma explosão de criatividade musical, de alegria e de muita energia de Baby!