quarta-feira, 19 de julho de 2017

ULISSES PINTO: OITO ANOS DE SAUDADES

           
            Ulisses Peixoto Pinto,  nasceu em Garanhuns, na Praça Jardim, em 1925. Irmão do ex-prefeito do município, Aloísio Souto Pinto, dedicou sua vida ao jornalismo do interior, tendo publicado artigos, notas e reportagens durante 67 anos de sua vida. Ulisses morreu no dia do amigo, 20 de julho de 2009, no Hospital Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.

        Seu corpo foi velado na Câmara Municipal onde recebeu muitas visitas, das autoridades, colegas da imprensa, familiares e do povo em geral. Ele recebeu diversas homenagens do Exército, instituição que amava, da Prefeitura e de diversas instituições. O seu sepultamento aconteceu no cemitério de São Miguel, na Boa Vista. Dentre as comendas mais importantes que Ulisses recebeu em vida estão as medalhas do Pacificador, do Mérito Militar e do Centenário de Garanhuns. O jornalista era casado com a professora Maria do Socorro Mendes Lima Pinto e tinha um único filho, o engenheiro Ulisses José Mendes, que lhe deu a muito amada neta, Thainá Cavalcanti.

         O primeiro artigo de Ulisses Pinto num jornal de Garanhuns foi publicado em 1942. De lá pra cá não parou mais. Escreveu muito para O Monitor, Jornal Pequeno, Garanhuns Jornal, Correio Sete Colinas, A Gazeta, Jornal Cidade, Diario de Pernambuco e Jornal do Commercio, A Rota do Crime.

           Um dos fatos mais marcantes da vida do profissional de comunicação, e que ele tinha muito orgulho em relatar, foi a cobertura do assassinato do bispo Dom Expedito Lopes por padre Hosana, em 1957. Ele enviou as notícias para os jornais da capital e, um fato curioso, achou a cápsula da bala disparada contra a autoridade religiosa. Guardou esta consigo até o final da vida, e posteriormente sua esposa a doou para um órgão que a utilizaria para exposição. Por esse breve esboço da vida de Ulisses Pinto, dá para perceber que ele leva consigo parte da história do jornalismo e da política de Garanhuns. Além da atividade jornalística, foi funcionário público e se aposentou como servidor dos Correios, um órgão federal.

    Não posso esquecer, jamais, o grande amigo que foi e todo incentivo que nos deu para enveredarmos nesse caminho...Faz tempo...Você estará para sempre se banhando na história de sua amada Garanhuns, Ulisses. E, claro, de uma janela do céu está perplexo com o caminho que a politica segue...


       Feliz dia do amigo, meu amigo. Deus esteja no comando sempre.