sábado, 14 de dezembro de 2013

GOVERNO PERNAMBUCANO TOMBA ACERVO PESSOAL DO EX GOVERNADOR MIGUEL ARRAES






O  Governo  de  Pernambuco,  através  da  Secretaria  de  Cultura,  iniciará,  no dia 16 de dezembro de 2013 às  8h,  o  processo  de  tombamento  do  acervo particular  do  ex-governador  Miguel  Arraes.  A  cerimônia  que  oficializará  o processo  ocorre no Instituto Miguel Arraes, recebendo  [  as  presenças  do  governador  Eduardo  Campos-neto do ex-governador,  do secretário  de  Cultura,  Marcelo  Canuto,  do  secretário  da  Casa  Civil,  Tadeu Alencar,  entre  outras  autoridades  e  familiares.
  Com  270  mil  itens,  entre  livros,  cartas,  discursos,  recortes  de  jornais, fotografias do  acervo  particular,  imagens  em  VHS,  DVD’s,  projetos,  teses  e monografias,  o  acervo  começou  a  ser  formado  a  partir  da  década  de 1930, quando o exgovernador Miguel Arraes ingressou no serviço público e passou a arquivar uma infinidade de documentos, entre eles, 3,5 mil cartas  recebidas e  enviadas  a  familiares,  líderes  políticos,  religiosos  e  intelectuais,  a  exemplo de  Luís  Carlos  Prestes,  Fidel  Castro,  João  Goulart  e  o  Papa  João  Paulo  VI, Caetano  Veloso,  Geraldo  Vandré  e  Carlos  Drummond  de  Andrade, todas escritas durante o exílio, que perdurou por 14 anos, entre 1965 e 1979. Do período em que passou exilado na Argélia e na França, o acervo conta com aproximadamente  86 mil  itens  guardados  durante  anos  em Paris  e  repatriado há dez anos. Esses documentos  são inéditos e  contêm detalhes históricos de um  período  pouco  documentado,  incluindo  pontos  de  vista  dos  perseguidos Chamam  a  atenção  no  acervo cerca  de  mil  discos  de vinil,  200  CDs  e aproximadamente  cinco  mil  horas  de  gravações  em  DVDs  e  VHs.  Além  de obras de arte ofertadas por artistas e líderes ao exgovernador, assinadas por Cícero  Dias,  Abelardo  Da  Hora,  Guita  Charifker,  José  Cláudio,  além  do  seu filho,  Maurício  Arraes.  O  Instituto  Miguel  Arraes  também  guarda  presentes recebidos  por  líderes  mundiais,  tais  como  Fidel  Castro,  Salvador  Allende  e Para o secretário de Cultura, Marcelo Canuto, o tombamento do acervo físico deixado  pelo  exgovernador  Miguel  Arraes  é  essencial  para  se  preservar um  importante  momento  da  recente  história  política  brasileira.  “No  exílio, ele  extrapolou  seu território.  Pedir  a  guarda  desses  documentos  é  também auxiliar gerações futuras a compreender a história de Pernambuco e do Brasil”, destacou o secretário. O Instituto Miguel Arraes foi criado logo após a morte do exgovernador, em 13  de agosto de 2005, pela viúva do exgovernador, Magdalena Arraes, familiares e  colaboradores. A partir do início do processo de tombamento todo o acervo passa  a  ter  garantida  sua  preservação.  Hoje,  boa  parte  dos  documentos encontrase em processo de digitalização, o que assegurará a preservação.