terça-feira, 19 de agosto de 2014

VII SEMANA DO PATRIMÔNIO CULTURAL DE PERNAMBUCO

Com o falecimento do ex-governador Eduardo Campos, as atividades da VII Semana do Patrimônio Cultural de Pernambuco, que aconteceriam a partir de ontem e irão até 22 de agosto – com ações no Recife, Olinda e Caruaru – foram adiadas para o dia de hoje e outras canceladas (confira abaixo a nova programação completa). O eixo central do encontro são as discussões é a integração entre patrimônio material e imaterial dentro dos variados aspectos que permeiam a preservação do patrimônio cultural pernambucano e tem como tema “Patrimônio cultural: limites, caminhos e inovações”. A Semana do Patrimônio é uma promoção do Governo do Estado, através da Secretaria de Cultura e Fundarpe.
As atividades festivas que aconteceriam no domingo (17), incluindo o Jogo do Patrimônio e o Arrastão do Frevo, com desfile de diversas agremiações pela cidade, foram canceladas. As exposições Pernambuco Vivo, de fotografias, e Acessibilidade e Educação Patrimonial nos Patrimônios de Pernambuco, que seriam abertas também no domingo, na Torre Malakoff, foram transferidas para a terça-feira (19), quando a programação de seminários e oficinas ocorre normalmente.
A programação da semana reunirá atividades que contemplam a diversidade de visões, enfoques, práticas e experiências. A sétima edição está sendo dedicada ao poeta, escritor e dramaturgo Ariano Suassuna. De acordo com a programação original do evento, a abertura oficial, na segunda-feira (18), no Teatro Arraial – espaço criado e inaugurado por Ariano em 1997 – seria de palestra e apresentação artística em sua memória. Após o trágico acidente que vitimou o ex-governador Eduardo Campos e seus assessores, este momento foi adiado para uma nova data, que será definida no decorrer da Semana do Patrimônio.

Para o secretário de Cultura Marcelo Canuto, a Semana do Patrimônio, como parte de uma política pública voltada para este segmento da Cultura, tem ainda o objetivo de ampliar a discussão da importância do patrimônio cultural para a sociedade que, mais recentemente, vem levantando diversos questionamentos do que deve, ou não, ser objeto de preservação. “É uma oportunidade ímpar de se inteirar mais e melhor sobre o assunto”, pontua Canuto.
“Não há como pensar qualquer prática da vida cultural, seus saberes e fazeres, sem os seus suportes materiais, assim também, não há como pensar qualquer edificação ou lugar sem vinculá-lo às práticas e significados que o produziram e o significam”, destaca o presidente da Fundarpe Severino Pessoa. Desta forma, a VII Semana do Patrimônio Cultural de Pernambuco propõe pensar os caminhos percorridos (e a percorrer) na prática da preservação do patrimônio cultural a partir da união entre o tangível e o intangível, os aspectos materiais e imateriais da vida social.
DATA HISTÓRICA – O Dia Nacional do Patrimônio Histórico, que sempre é comemorado em 17 de agosto, marca o nascimento do advogado, jornalista e escritor Rodrigo Melo Franco de Andrade, o primeiro presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), criado no Governo do presidente Getúlio Vargas, em 1937. O evento tem atraído cada vez mais um público variado, não apenas de estudiosos e trabalhadores da área; e se consagrado como um espaço de debates, interdisciplinar e interinstitucional, sobre as mais diversas questões julgadas essenciais para a compreensão das formas de constituição, valorização, reconhecimento e preservação dos patrimônios culturais.