sábado, 31 de outubro de 2015

JOVEM PROIBIDO DE REALIZAR PROVAS DO ENEM ESPERA RESPOSTA DA JUSTIÇA

     Jovem, estudioso e sonhando ingressar no Curso de Publicidade e Propaganda, o estudante Gustavo Ramos Marques, proibido de realizar  o exame  do Enem no último final de semana,  (episódio ocorrido no Colégio Santa Sofia,), durante o segundo dia de provas, em Garanhuns, conta o que foi que ocorreu e como foi sua eliminação
do evento após um fiscal apreender a folha de rascunhos que todo candidato recebe para a realização de cálculos.

O confisco foi feito sob a alegação de que o estudante estaria consultando fila na hora da prova. O problema é que, o que Gustavo se pôs a rabiscar no rascunho, era simplesmente as fórmulas decoradas após muitos dias e noites, em claro, de estudo. Como o caderno de questões ainda não havia sido entregue, e como as fórmulas saíram da sua cabeça, e não de  algum objeto que contivesse fila, é de se supor que a infeliz decisão de eliminar o candidato antes que o exame começasse foi absurdamente equivocada. Ciente que estavam sendo vítimas de um erro crasso, a família do jovem fez um BO na delegacia e acionou a Justiça. O objetivo é obter uma liminar que devolva a Gustavo o direito  de fazer uma nova prova.



"Depois que tomaram a folha de rascunhos fui encaminhado para a sala da coordenação.  Eu passei por uma pressão psicologia tremenda. Vários fiscais me cercaram. Fui coagido a assinar o termo de eliminação, mesmo não tendo cometido a irregularidade que intitulava o documento (consultando matéria de fila na hora do exame). Foi difícil. Na hora eu não conseguia mais pensar em nada. A chefe do prédio disse que agora seria a minha única e última opção, mesmo ela dizendo que ela estaria "fazendo uma injustiça comigo", nem sequer ela e o responsável do Enem no município tentaram repensar o meu caso. Após eu ser eliminado precisei ficar trancado por duas horas em uma sala sem poder me comunicar com minha família para explicar o caso por duas horas", 

                        E importante relembrar aos leitores que o candidato foi eliminado antes de o exame começar. Dentro da sala, o fiscal não informou nada quanto a poder ou não rabiscar um rascunho de cálculos. E sejamos sensatos. O fiscal poderia simplesmente apreender o tal rascunho e deixar o jovem iniciar o exame, já que a prova ainda não havia começado.  "Acho que isso se deveu a má preparação dos profissionais que aplicaram o exame. Todos foram relapsos, principalmente a chefe do prédio que estava em seu primeiro ano na função de coordenadora. Para chegar a ser coordenadora acho que precisaria de uma melhor preparação ou mais anos de experiência na sala", enfatizou Gustavo

       Ainda não há data para que a Justiça julgue o pedido de liminar impetrado pelos advogados do estudante.  Enquanto espera, ele sabe que seu ingresso em uma universidade, pelo menos nesta edição do Enem, não está mais em suas mãos ou em suas habilidades intelectuais, aperfeiçoadas com muito estudo e dedicação. Por conta de uma sucessão de erros de quem não tinha esse direto, seu destino agora depende de uma outra caneta. A de um juiz. Que seja seja feita Justiça


Com informaçõesdo V&C