quinta-feira, 15 de julho de 2010

CHINA ENCERRA REDE SOCIAL USADA POR BLOGUEIROS NO PAÌS






Redação Portal IMPRENSA


O governo chinês encerrou o serviço de microblogging Sohu.com, um dos mais populares da China, além de retirar do ar os sites de relacionamento Facebook e Twitter. As autoridades chinesas alegaram que os portais poderiam influenciar negativamente a opinião pública e gerar uma situação incontrolável na China.


Segundo a AP, os blogueiros chineses utilizavam o Sohu.com para publicarem suas postagens e conversarem entre si, como forma de driblar os sistemas de monitoramento e filtragem de informações na internet usados pelo governo da China.


Mesmo com o forte controle, o Partido Comunista chinês criou um site no início de 2010 para seu jornal oficial, o People´s Daily, que até o momento não sofreu intervenção. O Gabinete de Segurança Pública de Pequim também anunciou que terá uma ferramenta parecida.


A China estuda medidas para acabar com as postagens anônimas dos internautas no país, em quaisquer atividades na web e, até mesmo, para adquirir um celular.


China estuda medidas para acabar com anonimato na web e na rede de telefonia móvel





Em busca de meios para acabar com o anonimato dos internautas no país, o Governo da China propôs novas medidas. Entre elas, obrigatoriedade ao uso do nome verdadeiro em quaisquer atividades na rede e para adquirir um telefone celular.


O diretor do conselho de informação chinês, Wang Chen, pediu para aprimorar o sistema de censura governamental para gerenciar a Internet.


Chen acusou a existência de buracos no sistema censório que precisam ser extintos, incluindo comentários de pessoas que "se escondem atrás de nomes falsos". "Implementaremos o sistema de Internet com nomes reais o mais breve possível, além de uma rede nacional de celulares cujos usuários apresentem seus nomes reais", afirmou.


Em caso de implementação, sistema terá poder de apagar, por exemplo, qualquer mensagem em fóruns de discussão que não tiverem o nome real da pessoa. A regra também vale para os moderadores, obrigados a se identificar.


O posicionamento de Wang está alinhado ao discurso do governo chinês, que está preocupado com o crescimento de "opiniões descontroladas" na web.


Autoridades do país acusam governos do Ocidente, sobretudo o dos EUA, de usarem o Facebook e redes similares para divulgar opiniões contra a sua política. Facebook, Twitter e YouTube são bloqueados no país, segundo informa o portal G1.