Essa noite eu retalho o mundo inteiro / Com a peixeira amolada do repente |
No livro As curvas do meu caminho (2ª Edição, Editora e Gráfica Franciscana, 2004) do poeta Manoel Filó, encontra-se narrado que em abril de 1998, em Arcoverde - Pernambuco, o autor encontrou-se com o poeta Lirinha e entre uma prosa e outra, um poema e outro, Lirinha declamou estes versos de sua autoria: Toda minha visão é catingueira Minha sede é de água de quartinha Sou fantasma das casas de farinha Sou pedaço de vida em fim de feira Ave-bala que tem mira certeira Um cordel de palavra incandescente Sou a presa afiada da serpente Que cochila nos pés do cangaceiro Essa noite eu retalho o mundo inteiro Com a peixeira amolada do repente. Lirinha Para dar continuidade à peleja da Corda Virtual convocamos a todos os poetas, cordelistas e cantadores, desde que compreendam as regras da poesia popular, para glosarem o mote: Essa noite eu retalho o mundo inteiro Com a peixeira amolada do repente. Envie sua participação para: faleconosco@interpoetica.com |


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