Frente parlamentar em oposição a Marco Feliciano foi lançada nesta quarta.
Vídeo postado no Twitter do pastor chama protestos de 'rituais macabros".
Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos Humanos (Foto: Felipe Néri/ G1)
Deputados integrantes da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos
Humanos, lançada nesta quarta-feira (20) na Câmara dos Deputados,
afirmaram que vão entrar com ação criminal na Justiça contra um assessor
do deputado pastor Marco Feliciano (PSC-SP) pelo vídeo postado na internet
na conta do parlamentar no Twitter. De acordo com o deputado Jean
Willys (PSOL-SP), o vídeo é parte de um "processo difamatório".
Intitulado “Marco Feliciano renuncia”, o vídeo tem imagens de protestos
contra o deputado em sessões da Comissão de Direitos Humanos (CDH),
presidida por Feliciano. A narração do filme fala que a comissão sempre
foi presidida por "simpatizantes de movimentos homossexuais" que fazem
"discursos políticos inflamados contra cristãos". O vídeo qualifica como
"rituais macabros" os protestos contrários a Feliciano.
"Nós vamos entrar com uma representação criminal hoje [quarta] em
relação àquele vídeo. Aquele vídeo é só o contínuo de uma processo
difamatório que se iniciou assim que nós começamos a defender a Comissão
de Direitos Humanos. Foi iniciado um processo de difamação, sobretudo
contra mim", afirmou Willys.
Segundo o líder do PSC, deputado André Moura (SE), o pastor negou aos
colegas de partido que tenha sido o autor do vídeo e alegou que o filme
foi postado na internet por sua assessoria, sem sua autorização. O site
da produtora responsável pelo vídeo informa ter Marco Feliciano entre os
seus clientes.
Antes do lançamento da frente parlamentar, Jean Willys afirmou que o
novo colegiado quer que haja uma mudança na composição da CDH e disse
ter esperança na saída de Marco Feliciano da presidência. "Confiamos e
temos esperança que o presidente da Casa volte a convocar os líderes
para pensar não só a presença do Marco Feliciano na presidência como a
proporcionalidade da composição da comissão", disse Willys.
O parlamentar também disse que pedirá investigação da Polícia Federal
sobre a campanha difamatória que ele diz estar sendo feita contra ele.
"Não é só esse vídeo. O processo difamatório começa antes, com frases na
internet, frases mentirosas associadas a mim, inclusive me associando à
pedofilia", declarou.
Polêmicas
O pastor Marco Feliciano causou polêmica, em 2011, ao fazer declarações em redes sociais sobre o continente africano e homossexuais. "Sobre o continente africano repousa a maldição do paganismo, ocultismo, misérias, doenças oriundas de lá: ebola, Aids, fome... Etc", escreveu o parlamentar na ocasião.
O pastor Marco Feliciano causou polêmica, em 2011, ao fazer declarações em redes sociais sobre o continente africano e homossexuais. "Sobre o continente africano repousa a maldição do paganismo, ocultismo, misérias, doenças oriundas de lá: ebola, Aids, fome... Etc", escreveu o parlamentar na ocasião.
Pastor da igreja Tempo de Avivamento, Feliciano é alvo de dois
processos no Supremo Tribunal Federal (STF): um inquérito que o acusa de
homofobia e uma ação penal na qual é denunciado por estelionato. A
defesa do parlamentar nega as duas acusações.
Desde que o deputado do PSC foi indicado para a presidência da Comissão
de Direitos Humanos, tradicional palco de defesa das minorias do país,
integrantes de movimentos sociais passaram a reivindicar que ele
renuncie ao cargo. Na estreia de Feliciano no comando do colegiado, na
última quarta (13), houve discussão tensa entre militantes de direitos
humanos e fiéis de igrejas evangélicas.
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