Este senhor da foto tem mais de 80 anos, ele mal conseguia ficar de pé no protesto que está acontecendo em São Paulo.Ele disse a seguinte mensagem após uma longa caminhada.
-" Não estou aqui lutando por 20 centavos, estou aqui lutando por um direito a educação melhor para meus netos, estou lutando pelo direito de meus filhos e meus netos terem o direito a uma saúde digna com médicos e hospitais preparados,quero o direito de comprar um presente para minha família pagando um preço justo sem tantos impostos abusivos. Estou aqui lutando para eu ter direito de viver o restante da minha vida em um País digno de viver, sem tanta violência e sem tanta desigualdade.
Eu amo o Brasil e é por isso que estou aqui, lutando por um país melhor. -"
Rio - Nesta segunda-feira, o Centro do Rio deverá voltar a parar, como aconteceu quinta-feira. Está marcado para as 17h, na Cinelândia, o quinto protesto de estudantes por causa do aumento da passagem de ônibus na cidade, que subiu de R$ 2,75 para R$ 2,95. Na página do movimento na internet, cerca de 22 mil pessoas, até ontem, tinham confirmado presença. Hoje, o ato ganha apoio em outros países, como Alemanha e Irlanda, que terão protestos em solidariedade aos grupos de São Paulo e Rio de Janeiro.
Em Berlim, a manifestação deve reunir duas mil pessoas, a maioria de brasileiros. Já em Dublin, o público esperado é de 2,5 mil. A mobilização fora do Brasil conta com protestos em pelo menos 27 cidades, entre elas: Paris, na França; Toronto, no Canadá; Londres, na Inglaterra; e Den Haag, na Holanda. Em Coimbra, Portugal, por exemplo, o movimento com a presença de estudantes brasileiros está previsto para a próxima terça-feira.
Protestos têm reunido milhares de pessoas no Rio e Niterói
Foto: Foto: Uanderson Fernandes / Agência O Dia
O grupo formado em Nova York, nos EUA, criou a página ‘Em apoio ao Movimento Brasileiro — Violência Não’, e se surpreendeu ao ver a confirmação de mil pessoas no ato pré-agendado para terça-feira. “A intenção dos organizadores era manifestação com 15 pessoas. Não tínhamos ideia de que chegaria a esse ponto”, diz recado na página. O movimento ‘Democracia não tem Fronteiras’, de Barcelona, na Espanha, se reuniu ontem para definir como será a atuação em apoio aos brasileiros.
Mais atos em Santos e Belo Horizonte
Novas manifestações foram realizadas, ontem, em Belo Horizonte (MG) e Santos (SP). Na capital de Minas Gerais, cerca de oito mil pessoas foram às ruas do centro. O grupo protestou contra a violência policial em São Paulo e ainda pediu a revisão do aumento da passagem de ônibus em Belo Horizonte. Na quinta-feira, o Tribunal de Justiça de Minas proibira manifestações no estado durante a Copa das Confederações. O pedido foi feito pelo governo do estado.
Também ontem, o grupo Luta Nacional contra o Aumento das Passagens — Baixada Santista fez manifestação em Santos. Centenas de pessoas se concentraram com faixas e cartazes na orla e seguiram até o centro.
Quase trinta cidades participam do movimento
Paris, Dublin, Valencia, Madrid, Londres, Lisboa, Berlim, Turim, Barcelona, Munique, Bruxelas, Hamburg, La Coruña, Boston, Chicago, Nova Iorque, Toronto, Montreal, e Vancouver são cidades que irão receber atos de apoio as manifestações que estão ocorrendo no Brasil. Estudantes e brasileiros residentes no exterior organizam o movimento batizado de ” Democracia Não tem Fronteiras” e contam com apoio de estrangeiros. Moradores da Cidade do México, Buenos Aires, Tokyo, Edmonton, Sidney, São Francisco, Frankfurt e Coimbra também aderiram.
Com cartazes, bandeiras, caras pintadas e instrumentos musicais, Dublin é uma das primeiras cidades a receber o protesto, neste domingo, dia 16. Na mesma data, manifestações ocorrem em Berlim e La Coruña. Em Buenos Aires o protesto acontece na segunda, dia 17. Os demais atos estão marcados para o próximo dia 18 em espaços públicos e nas embaixadas do Brasil.
Em Vancouver, no Canadá, os brasileiros irão ao Art Gallery, local onde acontecem as manifestações por lá. ” O que queremos é demonstrar o nosso apoio aos brasileiros. E é importante ressaltar que problema não é somente R$ 0,20 a mais”, afirmou a estudante carioca Mariana Nogueira, 25, que participa da organização do ato na cidade.
A lista completa de cidades que participam do movimento e as datas dos atos estão

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