quinta-feira, 28 de junho de 2018

FIG 2018 É VITRINE PARA A DIVERSIDADE E A LIBERDADE CRIATIVA QUE IDENTIFICAM O POVO BRASILEIRO





Programação do 28º Festival de Inverno de Garanhuns – Um Viva à Liberdade, anunciada pelo Governo de Pernambuco, reúne mais de 500 atrações, em 21 polos de todas as linguagens artísticas, durante dez dias, confirmando o evento como o maior festival de artes do Brasil.

 A partir das 19 horas do próximo dia 19 e até o amanhecer do dia 29 de julho, o agreste pernambucano vai se transformar novamente em destino certo para a vivência do que há de mais belo e pulsante na arte e na cultura do Brasil. No momento em que a companhia teatral carioca Barca do Corações Partidos subir ao palco do Centro Cultural Alfredo Leite Cavalcanti para apresentar - pela primeira vez em Pernambuco - o espetáculo "Auê", estará oficialmente aberta a 28ª edição do FIG, o Festival de Inverno de Garanhuns.

Vencedor do Prêmio Shell 2016 na categoria de melhor direção, o espetáculo que mistura dança, performance, música e teatro é uma celebração da diversidade cultural brasileira e reflete bem o tema e a grande homenageada desta edição do FIG: a liberdade.


Liberdade de criação artística e de pensamento que vai ganhar os palcos para shows musicais e apresentações de teatro e dança; as salas para exposições de artes visuais, design, moda e fotografia; a tela do cinema; os espaços literários, de artesanato e gastronomia; a lona do circo, as ruas e parques de Garanhuns.

“Nesses tempos em que a regressão civilizatória do neoliberalismo tenta impor o pensamento conservador e moralista ao aparelho de Estado, aos meios de comunicação e à cultura atacando a livre manifestação artística, estimulando a intolerância, promovendo a perseguição política e absurdos como boicotes, punições a mostras, filmes e a outras obras de arte, estamos garantindo que o FIG será novamente um território livre para fruição da nossa diversidade, da liberdade criativa e de todas as vivências artísticas e culturais, expressão da nossa própria identidade como povo”, defende Marcelino Granja, Secretário Estadual de Cultura.

Para a presidente da Fundarpe, Márcia Souto, "o grande diferencial do FIG é seu compromisso com a política pública para a cultura em Pernambuco, por ser realizado exclusivamente com recursos públicos e pelo Governo do Estado". Ainda de acordo com a gestora, "a programação artística - construída a muitas mãos e a partir de um Edital Nacional - permite o encontro dos pernambucanos e turistas com artistas admirados em todo o País, com todas as manifestações da nossa cultura popular, com alguns Patrimônios Vivos do Estado, mas também com o que há de novidade nas mais diversas expressões culturais".

De acordo com o coordenador executivo e artístico do FIG, André Brasileiro, “a programação é um recorte precioso do que há de atual e urgente nas diversas cenas da arte brasileira, o que contribui para consolidar o Festival como o maior evento de fruição da nossa cultura, em pleno agreste pernambucano, e que também abre espaço para os artistas desta região e de todos os cantos do Estado”. 

Realizado pelo Governo de Pernambuco, por meio da Secult-PE e da Fundarpe, o FIG conta com a parceria da Prefeitura de Garanhuns, da Cepe Editora, do SESC Pernambuco, do SEBRAE, do Conservatório Pernambucano de Música e do Festival Virtuosi. 
PROMOÇÃO DAS LIBERDADES

Todos os polos do FIG vão revelar o compromisso do Governo de Pernambuco com a promoção das liberdades artística, estética, política, religiosa e de expressão, como um marco de enfrentamento dos preconceitos, da intolerância e da afirmação do Estado democrático de direito.

A programação de teatro figura entre os destaques desta proposta curatorial. Vinte e quatro premiados espetáculos da atualidade brasileira, de grupos de prestígio internacional, estão confirmados. O combate à intolerância e à discriminação vai ganhar força com a apresentação das obras selecionadas. Entre elas, O Evangelho segundo Jesus, a Rainha do Céu, alvo de protestos pelo País e que chegou a ter sessões canceladas por decisão judicial, evidenciando o preconceito contra as pessoas transexuais.

As montagens também abordarão questões de gênero, como o espetáculo potiguar Violetas. A partir de obras protagonizadas por negros e que evidenciam a cultura negra, como Contos Negreiros do Brasil, Poeta Preto e Histórias Bordadas em Mim, o racismo também será discutido. O teatro documentário também estará presente na programação em quase todas as peças, a exemplo do infantil As Três Marias, também com o gaúcho Caio do Céu, o paulista Carta 1: A Infância Promessa de Mãe, o olindense Solo de Guerra, e o recifense Salmo 91.

A liberdade de expressão da religiosidade por meio de danças e ritos culturais também está garantida no Festival. O palco de Cultura Popular Ariano Suassuna recebe uma programação diversa, agregando grupos de afoxé, maracatu, caboclinhos, reisados e tantas outras manifestações que expressam a diversidade cultural pernambucana, como bois, blocos líricos, escolas de samba, ciranda, clubes de frevo, coco e cavalo marinho, demonstrando a resistência da classe trabalhadora e dos setores populares da sociedade.

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