quarta-feira, 27 de novembro de 2013

MUNICÍPIO RESGATA HISTÓRIA




Em Reunião Ordinária realizada nesta sexta-feira, 22, a Câmara de
Vereadores de Garanhuns aprovou em segunda votação, o projeto de lei
de autoria do Poder Executivo, com substitutivo dos vereadores Sílvio
Sabino, líder do governo, e Audálio Ramos Filho, presidente da Casa
Legislativa, e ainda com sub-emenda do vereador Gersinho Filho, que
trata do Dia de Garanhuns,  voltando a ser comemorado em 10 de março,
conforme registros históricos descobertos recentemente, dentre eles a
Carta Régia, criando o Município, assinada pelo Príncipe Regente em 10
de março de 1811. O trabalho de pesquisa foi feito por membros do
recém criado Instituto Histórico e Geográfico de Garanhuns - Instituto
Garanhuns, que abrange também outros documentos, inclusive das décadas
de 50 e 60.

Em consonância com o pedido da população, inclusive pelos meios de
comunicação, a Câmara Municipal aprovou a sub-emenda do vereador
Gersinho Filho, que excluía do texto a comemoração do "Dia de
Garanhuns" no segundo domingo do mês, fixando agora em 10 de março de
cada ano, evitando que a data ficasse móvel. O texto do projeto também
obriga o município a comemorar com dignidade e altivez a Data Magna da
criação de Garanhuns.

"É uma questão de resgate histórico. Garanhuns estava com sua data
equivocada desde 1975, quando foi preparada a festa para o centenário
de elevação à cidade que seria em 1979, entretanto se apagou a
história anterior aqueles dias. Nosso município sempre comemorou o dia
10 de março como real momento de criação de Garanhuns. Conforme os
documentos apresentados" - afirmou o presidente do legislativo,
Audálio Ramos Filho.

Posto em votação, o projeto contou com dez votos favoráveis, três a
mais do que precisava, e somente dois contrários. O dia 10 de março
não será feriado, pois Garanhuns já conta com os quatro feriados
municipais de acordo com a legislação federal; Dia de Santo Antônio
(Padroeiro da Cidade), Corpus Christi, Dia de São João e Sexta-feira
Santa.

"A legislação colonial da época entendia que as vilas tinham
independência, tanto é que Garanhuns era sede de uma comarca. Assim
como Recife e Olinda comemoram suas Datas Magnas desde o momento em
que foram transformadas em vilas. Garanhuns faz uma correção de sua
história, sem desmerecer a importância do dia 04 de fevereiro de 1879,
quando por solicitação do Barão de Nazaré, foi elevada de vila à
cidade" - encerra o presidente da Casa Raimundo de Morais.

TÍTULO DE CIDADÃO: Na mesma reunião, um momento emocionante marcou a
sessão. Através do Projeto de Resolução de autoria do vereador Zaqueu
Lins, recebeu o Título de Cidadão Honorário de Garanhuns, o sr. José
Mário Rodrigues. Nascido em Flores, no Sertão do Estado, mas vindo
para Garanhuns aos 10 anos, para ser aluno do Colégio Diocesano. José
Mário, advogado, é um dos mais importantes poetas e cronistas de
Pernambuco, contribuindo com grandes jornais da capital e do interior.
Em Garanhuns, foi sempre um fiel colaborador de O Monitor.

No Gigante da Praça da Bandeira, José Mário Rodrigues destacou
ensinamentos de professores como Mário Matos, Luzinete Laporte e
Erasmo Bernardino Vilela. Recebeu apoio do Bispo Diocesano de
Garanhuns, Dom José Avelino. Seus ideais o levaram à prisão durante o
golpe, mas não ficou nem 24 horas preso, contou com D. José Avelino
para que intercedesse junto aos militares. Logo depois estava na
capital, onde o mundo das letras continuaria seduzindo o sertanejo.
Escrevia sistematicamente enquanto aprofundava os estudos. Conheceu
ídolos como Gilberto Freyre e terminou Ciências Jurídicas e Sociais,
sendo depois professor na Faculdade de Direito de Caruaru.

Em seu retorno nesta manhã a esta cidade, refletiu: "Em Flores nasci.
Em Garanhuns renasci", e finalizou com um trecho de um dos seus
poemas: "Aqui é Meu Universo!".



Anexo: Carta Régia de Garanhuns - 10 de março de 1811

VI ENCONTRO MUNICIPAL DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES CONTRA O TRABALHO INFANTIL

No próximo sábado (30 de novembro), a partir das 8h, na Escola Dom Bosco de Artes e Ofícios, no bairro do Bongi, o Cendhec estará realizando o IV Encontro Municipal de Crianças e Adolescentes contra o Trabalho Infantil no Recife.

Esse é um evento que o Cendhec realiza desde 2004 com a participação de crianças e adolescentes para debater o tema trabalho infantil.

Com o patrocínio do PROGRAMA PETROBRAS DESENVOLVIMENTO & CIDADANIA, o Encontro contará na programação com oficinas temáticas, elaboração de um documento para que as autoridades da cidade tenham um olhar mais sensível e que execute ações mais eficientes contra a violação da dignidade de crianças e adolescentes são exploradas no trabalho infantil.

Debater o tema TRABALHO INFANTIL é muito importante nos dias atuais, pois apesar de percebemos quedas nas estatísticas - de acordo com a PNAD/IBGE, essa redução tem um impacto muito pequeno na sociedade. Hoje, no Brasil, são mais de 3,5 milhões de crianças e adolescentes exploradas pelo trabalho. A nossa região - o Nordeste - continua liderando o ranking por ter o maior percentual de crianças e adolescentes trabalhando.

Confira a programação do Encontro:

MANHÃ
8h - Café da Manhã e credenciamento
9h - Apresentação Cultural
9h15 - Mesa de abertura
10h - Oficinas:
• Trabalho Infantil Doméstico
• Piores Formas de Trabalho Infantil
• Exploração Sexual
• Trabalho Infantil nas Ruas
• Comunicação no Enfrentamento ao Trabalho Infantil
11h30 - Elaboração da Carta contra o Trabalho Infantil
12h - Almoço

TARDE
13h - Retomada das atividades
13h20 - Apresentação dos Grupos
15h20 - Debate aberto
16h20 - Leitura e aprovação da Carta contra o Trabalho Infantil
16h40 - Apresentação Cultural
17h - Encerramento.

Mais Informações: 

Paulo Lago - Comunicação / Cendhec: (81) 3227-7122

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

AESGA RECICLA RECEBE HOMENAGENS DO ROTARY CLUB ESPINHEIRO






AESGA Recicla recebe reconhecimento do Rotary Clube Espinheiro A Autarquia do Ensino Superior de Garanhuns (AESGA) comemorou recentemente um importante reconhecimento de suas ações. A coordenação de Projetos Sociais da Instituição, liderada pela professora Maria Eugênia Alcântara, foi premiada pelo Rotary Clube do Recife – Espinheiro pela brilhante atuação no desenvolvimento do Projeto AESGA Recicla. A parceria junto ao Rotary Clube Espinheiro foi realizada em setembro de 2010, com a implantação de uma Fábrica de Vassouras Artesanais, feitas com garrafas pet, na Comunidade 13 de Julho, no Bairro do Rosarinho, em Recife. “A ação teve como meta atender a solicitação da população local e do próprio Rotary, trazendo além de sustentabilidade das famílias atendidas, atitudes de preservação ambiental”, destacou a então presidente do Rotary em Recife, Fernanda Lúcia Nicéas. Na oportunidade, além dos cursos de vassouras de garrafa pet, foram ministradas ainda palestras abordando temas como: “A Importância da Reciclagem” e “A Geração de Renda e o benefício ao Meio Ambiente”. De acordo com Maria Eugênia, idealizadora do Projeto, a premiação se deu pela qualidade das oficinas ministradas. “Agradecemos a equipe do Rotary Espinheiro pela parceria, confiança e sensibilidade em perceber a importância dessas atividades, tanto para a preservação do meio ambiente, quanto na transformação da vida dessas pessoas, trazendo esperança, satisfação e oportunidade de se destacarem no mercado”, afirmou. O PROJETO: Lançado em novembro de 2008, o Projeto AESGA Recicla vem promovendo uma série de parcerias, tanto na formatação de cursos e palestras quanto na difusão do trabalho realizado em virtude da transformação do reciclável em arte, além de estimular a preservação do meio ambiente.
Texto e foto : Aesga Comunicação

MULHERES NEGRAS SOMAM 60% DAS MULHERES ASSASSINADAS NO BRASIL

Mais de 60% das mulheres assassinadas no Brasil entre 2001 e 2011 eram negras. O dado, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), foi citado pela senadora Maria do Carmo Alves (DEM-SE) ao abrir nesta quinta-feira (21) debate sobre a violência contra a mulher negra.
Ao longo da discussão, especialistas na questão destacaram o fato de as mulheres negras, além de terem de enfrentar situações cotidianas de opressão, ocuparem os lugares mais desfavoráveis na estrutura social e econômica do país. O evento foi promovido pela Procuradoria Especial da Mulher do Senado e pela Secretaria da Mulher da Câmara dos Deputados como parte do programa Quintas Femininas.
Mônica Oliveira Gomes, que representou a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), destacou os obstáculos no acesso a postos profissionais e à renda igualitária do trabalho. Ela também mencionou situações de discriminação até mesmo na utilização dos serviços públicos, a seu ver um problema que revela a existência de racismo institucional no país, e não apenas o reconhecido racismo interpessoal.
- A instituição também tem responsabilidade sobre o dano que aquela funcionária ou aquele funcionário venha a causar a quem foi discriminado – defendeu.
A palestrante citou recente estudo do Ipea segundo o qual os negros ganham 36% menos que os brancos, mesmo possuindo a mesma qualificação. Quando se observa apenas a remuneração das mulheres negras, a diferença com os ganhos dos brancos sobe para 40%.
Conjunção "perversa"
De acordo com Mônica, as mulheres negras permanecem na "base da pirâmide", mesmo possuindo mais anos de estudo e maior qualificação. A seu ver, a discriminação por gênero se soma ao racismo numa conjunção "perversa", especialmente diante da ideia geral de que a educação é o caminho para o crescimento e a emancipação das pessoas.
- No entanto, quanto mais a mulher se qualifica, mais difícil será encontrar uma posição que corresponda ao investimento que fez a vida inteira – lamentou.
Mônica observou que inicialmente o movimento feminista se recusava a discutir a questão racial como um fato específico dentro da questão geral das mulheres, por considerar que isso apenas dividiria a luta. Porém, sem prejuízo da aliança entre as feministas, salientou que agora já se reconhece que a opressão atinge de forma diferente as mulheres negras.
- É impossível alcançar a felicidade convivendo com a discriminação e o sexismo na vida da gente – afirmou.
Discriminação tripla
Na opinião da representante da Seppir, o termo "violência simbólica" é insuficiente para traduzir situações vividas pelas mulheres negras que as levam a adoecer, quando não é o caso de morte. Salientou ainda o que chamou de "tríplice discriminação", quando se tratam de mulheres negras e também pobres.
Como exemplo, destacou o pior acesso aos serviços públicos de saúde, o que explicaria a maior taxa de óbitos entre as mulheres negras, especialmente a mortalidade materna. Segundo ela, as gestantes negras fazem menos exames pré-natais, essenciais para prevenir causas habituais de morte, como hipertensão, diabetes e problemas cardiovasculares.
Até as consultas feitas seriam mais curtas, inclusive porque os médicos "preferem não tocar no corpo" das mulheres negras ou fazem os procedimentos de modo inadequado, ainda de acordo com Mônica.
Ela explicou, no entanto, que o racismo institucional ocorre tanto no âmbito dos órgãos públicos quanto nas instituições privadas. Disse que a discriminação se caracteriza pela prestação de serviço de forma desigual, por atitude discriminatória de qualquer dos integrantes da instituição.

Violência doméstica

A pesquisadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre a Mulher (Nepem) da Universidade de Brasília (UnB), Bruna Cristina Pereira, apresentou dados de estudo que resultou de sua dissertação de mestrado, intitulada "Tramas e Dramas de Gênero e de Cor – A violência doméstica e familiar contra as mulheres negras".
O estudo trouxe depoimentos de 14 mulheres negras de diferentes níveis sociais, mostrando que a cor da pele interfere no relacionamento com o parceiro, com a família e gera situações de violência.
- Nós temos nos estudos sobre violência doméstica uma discussão sobre o poder disciplinador que seria, na nossa sociedade, patriarcal, essencialmente masculino. E o que eu encontrei foi que esse poder disciplinador nunca está descolado da questão racial, ou seja, o poder disciplinador tem também uma cor, e ela é branca – afirmou.
Bruna exemplificou com o caso de uma das entrevistadas, identificada como Manoela (nome fictício), que já sofria discriminação quando ainda morava com os pais, por ser a mais escura entre as irmãs. Em casa, o pai a obrigava a executar tarefas domésticas, mas suas irmãs tinham outros deveres. E quando se referia a Manoela em conversa com a mulher, o pai a chamava de "essa sua neguinha".
Manoela depois se casou com um homem mais negro que ela, mas que também a submetia a violências. Ele lhe dizia que mulheres brancas o desejavam e que tinha um caso com uma mulher branca.
- Em muitos estudos, o casamento constitui um indicador de que não existe racismo. Isso precisa ser questionado. Não necessariamente porque existe uma relação afetiva, deixa de haver dinâmicas racializadas. Muito pelo contrário, elas podem, inclusive, ser reforçadas – afirmou.

A mulher ideal

Segundo a pesquisa de Bruna, há um modelo da mulher ideal, que não é a mulher negra, mas a mulher branca. Às mulheres mulatas ou pretas é atribuído um estereótipo de sexualidade sem virtude.
Bruna citou ainda o caso de Emília (também fictício), ativista do movimento negro que, em determinado momento, foi confrontada pelo companheiro com a afirmação de que "sabia que não deveria ter se casado com uma mulher negra, porque mulheres negras são vagabundas, são prostitutas".
- Ou seja, não são as mulheres virtuosas – observou Bruna, interpretando a visão expressa pelo homem.
Bruna ressaltou ainda um ponto que a surpreendeu na pesquisa: a visão de que a "virtude" das mulheres pretas, diferentemente das mulatas, estava sempre relacionada ao trabalho. Havia, inclusive, parceiros que deixavam de trabalhar para serem sustentados pelas companheiras ou que as agrediam se elas deixassem de trabalhar ou se recusassem a sustentá-los.
Para a pesquisadora, o governo e os militantes contra a violência ainda não foram capazes de criar instrumentos para perceber e combater o racismo nos relacionamentos.
- Ainda que não se tenham vastos estudos ou vastas ligações entre a violência racial e o maior homicídio das mulheres negras, não tem como pensar que essas formas de violência não estejam conectadas – afirmou.
(Agência Senado) 

http://www.agenciapatriciagalvao.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=6284&catid=43%2F

VEREADOR HAROLDO VICENTE REQUER NOVO DISTRITO INDUSTRIAL PARA GARANHUNS




O Vereador Haroldo Vicente (PROS) apresentou requerimento na Câmara Municipal, solicitando ao Chefe do Poder Executivo que delimite uma área para a construção do Distrito Industrial de Garanhuns.

"É chegada a hora de crescer através do investimento. Aí entra a importância da indústria, condutora de crescimento, geração de emprego e renda. Nossa cidade há muito tempo carece de um distrito industrial, já perdemos muitas empresas para as cidades vizinhas" enfatiza Haroldo Vicente, que complementa: "Muitos empreendedores têm interesse de investir na nossa cidade, por isso é importantíssimo a implantação de um novo distrito industrial".

Características do Distrito Industrial:

- Para ser capaz de concentrar infraestrutura específica (engenharia, tecnologia e economia), uma área deve ser delimitada para redução dos custos advindos da montagem das estruturas industriais;

- Em sua Infra-estrutura devem existir rodovias, suprimentos elétricos de alta potência (muitas vezes incluindo energia trifásica), cabos high-end, comunicações, grande volume de água, e grande suprimento de gás;

- Ser capaz de atrair novos negócios, fornecendo uma infra-estrutura integrada em um único local;

- Estar relativamente distante de áreas urbanas para tentar reduzir o impacto ambiental e social dos usos industriais;

- Rígido controle dos danos ambientais.

http://www.garanhuns.pe.leg.br/index.php/atividades-4/noticias/item/134-vereador-requer-novo-distrito-industrial-para-garanhuns

NÃO À VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER!

A violência contra as mulheres assume muitas formas – física, sexual, psicológica e econômica. Essas formas de violência se inter-relacionam e afetam as mulheres desde antes do nascimento até a velhice e de forma bastante grave.
Alguns tipos de violência, como o tráfico de mulheres, cruzam as fronteiras nacionais.
Algumas estudiosos afirmam que "As mulheres que experimentam a violência sofrem uma série de problemas de saúde, e sua capacidade de participar da vida púbica diminui. A violência contra as mulheres prejudica as famílias e comunidades de todas as gerações e reforça outros tipos de violência predominantes na sociedade."
"A violência contra as mulheres também empobrece as mulheres, suas famílias, suas comunidades e seus países."
A violência contra as mulheres não está confinada a uma cultura, uma região ou um país específicos, nem a grupos de mulheres em particular dentro de uma sociedade. As raízes da violência contra as mulheres decorrem da discriminação persistente contra as mulheres.

Cerca de 70% das mulheres sofrem algum tipo de violência no decorrer de sua vida.
As mulheres de 15 a 44 anos correm mais risco de sofrer estupro e violência doméstica do que de câncer, acidentes de carro, guerra e malária, de acordo com dados do Banco Mundial.
Violência praticada pelo parceiro íntimo

A forma mais comum de violência experimentada pelas mulheres em todo o mundo é a violência física praticada por um parceiro íntimo, em que as mulheres são surradas, forçadas a manter relações sexuais ou abusadas de outro modo.
Um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS) realizado em 11 países constatou que a porcentagem de mulheres submetidas à violência sexual por um parceiro íntimo varia de 6% no Japão a 59% na Etiópia.
Diversas pesquisas mundiais apontam que metade de todas as mulheres vítimas de homicídio é morta pelo marido ou parceiro, atual ou anterior.
  • Na Austrália, no Canadá, em Israel, na África do Sul e nos Estados Unidos, 40% a 70% das mulheres vítimas de homicídio foram mortas pelos parceiros, de acordo com a Organização Mundial da Saúde.
  • Na Colômbia, a cada seis dias uma mulher é morta pelo parceiro ou ex-parceiro.
A violência psicológica ou emocional praticada pelos parceiros íntimos também está disseminada.

Violência sexual

Calcula-se que, em todo o mundo, uma em cada cinco mulheres se tornará uma vítima de estupro ou tentativa de estupro no decorrer da vida.
A prática do matrimônio precoce – uma forma de violência sexual – é comum em todo o mundo, especialmente na África e no Sul da Ásia. As meninas são muitas vezes forçadas a se casar e a manter relações sexuais, o que acarreta riscos para a saúde, inclusive a exposição ao HIV/AIDS e a limitação da frequência à escola.
Um dos efeitos do abuso sexual é a fístula traumática ginecológica: uma lesão resultante do rompimento severo dos tecidos vaginais, deixando a mulher incontinente e indesejável socialmente.

Violência sexual em conflitos

A violência sexual em conflitos é uma grave atrocidade atual que afeta milhões de pessoas, principalmente mulheres e meninas.
Trata-se, com frequência, de uma estratégia deliberada empregada em larga escala por grupos armados a fim de humilhar os oponentes, aterrorizar as pessoas e destruir as sociedades. Mulheres e meninas também podem ser submetidas à exploração sexual por aqueles que têm a obrigação de protegê-las.
As mulheres, sejam elas avós ou bebês, têm rotineiramente sofrido violento abuso sexual nas mãos de forças militares e rebeldes.
O estupro há muito é usado como tática de guerra, com relatos de violência contra as mulheres durante ou após conflitos armados em todas as zonas de guerra internacionais ou não internacionais.
  • Na República Democrática do Congo, aproximadamente 1.100 estupros são relatados todo mês, com uma média de 36 mulheres e meninas estupradas todos os dias. Acredita-se que mais de 200 mil mulheres tenham sofrido violência sexual nesse país desde o início do conflito armado.
  • O estupro e a violação sexual de mulheres e meninas permeia o conflito na região de Darfur, no Sudão.
  • Entre 250 mil e 500 mil mulheres foram estupradas durante o genocídio de 1994 em Ruanda.
  • A violência sexual foi um traço característico da guerra civil que durou 14 anos na Libéria.
  • Durante o conflito na Bósnia, no início dos anos 1990, entre 20 mil e 50 mil mulheres foram estupradas.
Violência e HIV/AIDS

A incapacidade de negociar sexo seguro e de recusar o sexo não desejado está intimamente ligada à alta incidência de HIV/AIDS. O sexo não desejado resulta em maior risco de escoriações e sangramento, o que facilita a transmissão do vírus.
Mulheres que são surradas por seus parceiros estão 48% mais propensas à infecção pelo HIV/AIDS.
As mulheres jovens são particularmente vulneráveis ao sexo forçado e cada vez mais são infectadas com o HIV/AIDS. Mais da metade das novas infecções por HIV em todo o mundo ocorrem entre os jovens de 15 a 24 anos, e mais de 60% dos jovens infectados com o vírus nessa faixa etária são mulheres.

Excisão/Mutilação Genital Feminina

A Excisão/Mutilação Genital Feminina (E/MGF) refere-se a vários tipos de operações de mutilação realizadas em mulheres e meninas.
  • Estima-se que mais de 130 milhões de meninas e mulheres que estão vivas hoje foram submetidas à E/MGF, sobretudo na África e em alguns países do Oriente Médio.
  • Estima-se que 2 milhões de meninas por ano estão sob a ameaça de sofrer mutilação genital.
Assassinato por dote

O assassinato por dote é uma prática brutal, na qual a mulher é assassinada pelo marido ou parentes deste porque a família não pode cumprir as exigências do dote — pagamento feito à família do marido quando do casamento, como um presente à nova família da noiva.
Embora os dotes ou pagamentos semelhantes predominem em todo o mundo, os assassinatos por dote ocorrem sobretudo na África do Sul.

“Homicídio em defesa da honra”

Em muitas sociedades, vítimas de estupro, mulheres suspeitas de praticar sexo pré-matrimonial e mulheres acusadas de adultério têm sido assassinadas por seus parentes, porque a violação da castidade da mulher é considerada uma afronta à honra da família.
O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) estima que o número anual mundial do chamado “homicídio em defesa da honra” pode chegar a 5 mil mulheres.

Tráfico de pessoas

Entre 500 mil e 2 milhões de pessoas são traficadas anualmente em situações incluindo prostituição, mão de obra forçada, escravidão ou servidão, segundo estimativas. Mulheres e meninas respondem por cerca de 80% das vítimas detectadas.
Violência durante a gravidez
A violência antes e durante a gravidez tem graves consequências para a saúde da mãe e da criança. Leva a gravidezes de alto risco e problemas relacionado à gravidez, incluindo aborto espontâneo, trabalho de parto prematuro e baixo peso ao nascer.
O infanticídio feminino, a seleção pré-natal do sexo e o abandono sistemático das meninas estão disseminados no Sul e Leste Asiáticos, no Norte da África e no Oriente Médio.

Discriminação e violência

Muitas mulheres enfrentam múltiplas formas de discriminação e um risco cada vez maior de violência.
  • No Canadá, mulheres indígenas são cinco vezes mais propensas a morrer como resultado da violência do que as outras mulheres da mesma idade.
  • Na Europa, América do Norte e Austrália, mais da metade das mulheres portadoras de deficiência sofreram abuso físico, em comparação a um terço das mulheres sem deficiência.
  • A violência contra as mulheres detidas pela polícia é comum e inclui violência sexual, vigilância inadequada, revistas com desnudamento realizadas por homens e exigência de atos sexuais em troca de privilégios ou necessidades básicas.
CUSTOS E CONSEQUÊNCIAS

Os custos da violência contra as mulheres são extremamente altos. Compreendem os custos diretos de serviços para o tratamento e apoio às mulheres vítimas de abuso e seus filhos, e para levar os culpados à justiça.
Os custos indiretos incluem a perda de emprego e de produtividade, além dos custos em termos de dor e sofrimento humano.
  • O custo da violência doméstica entre casais, somente nos Estados Unidos, ultrapassa os 5,8 bilhões de dólares por ano: 4,1 bilhões de dólares em serviços médicos e cuidados de saúde, enquanto a perda de produtividade totaliza quase 1,8 milhão de dólares.
  • Um estudo realizado em 2004 no Reino Unido estimou que os custos totais, diretos e indiretos, da violência doméstica, incluindo a dor e o sofrimento, chegam a 23 bilhões de libras por ano, ou 440 libras por pessoa.

MAIS UMA VEZ A SAÚDE ESTÁ NA BERLINDA...

  Com muita propriedade e conhecimento técnico o Advogado garanhuense Dr. Alexandre Marinho, ex secretário de desenvolvimento econômico de Garanhuns e com larga experiência na politica, postou um interessante texto na rede de relacionamento facebock:

Será que não seria o caso de a Câmara Municipal tomar a iniciativa de fazer pelo menos uma audiência pública para tratar desse assunto?.
“Enquanto Garanhuns recebe 20 milhões para a saúde (só em 2013), faltam médicos, medicamentos e até as coisas básicas nos postos de saúde de Garanhuns, como soro fisiológico, esparadrapo, gase...Ou seja, o sistema municipal de saúde está atolado no CAOS !!.
Será que nós, cidadãos de Garanhuns, não temos o direito de saber o porquê dessa situação?.” 

Além da publicação, em que questiona a atuação do Governo Izaías Régis e da Câmara de Vereadores, o advogado Alexandre Marinho também disponibiliza o seguinte link:
 http://portal.saude.gov.br/portal//saude/area.cfm?id_area=1790&pagina=dspPesquisa&uf=PE&perInicial=01%2F01%2F2013&perFinal=23%2F11%2F2013&perMunicipio=260600 (confira na imagem), em que qualquer cidadão pode comprovar a sua afirmação a cerca dos valores repassados à Secretaria de Saúde de Garanhuns e acredita que uma Audiência Pública pode, e deve, ser realizada e as devidas explicações sejam dadas.

MACONHA PODE SER LIBERADA PARA PLANTIO NO BRASIL JÁ EM 2014



maconha no brasil


O Ministério da Agricultura, juntamente com o Ministério da Saúde, vem estudando formas de liberar o plantio de maconha no Brasil já para o ano que vem, em 2014. Hoje, por conta de um pequeno avanço, isso está mais próximo da realidade.

Carlos Dias, ministro da Agricultura, disse em entrevista que o setor automotivo está bastante empolgado com o plantio de maconha, já que estudos recentes comprovam que o óleo extraído da cannabis (nome científico da maconha) é altamente explosivo, podendo ser usado como um futuro combustível para nossos carros, aviões e motos.
“Estudos indicam que a maconha pode fornecer um combustível tão bom ou ainda melhor do que a gasolina. Estamos interessados nisso e a Petrobrás é nossa parceira nesta empreitada” contou-nos Carlos Dias.
Quanto ao uso da planta para consumo, se o plantio realmente for liberado, pessoas de todo o Brasil poderão ter em seu quintal algumas mudinhas de cannabis. O ministro disse que o Ministério da Saúde ainda está estipulando quantos pés de maconha cada cidadão poderá ter em casa, mas provavelmente não passará de 50 pés.

http://jornalvdd.com/maconha-pode-ser-liberada-para-plantio-no-brasil-ja-em-2014/

PROJETO CONECTA GARANHUNS OFERTARÁ INTERNET GRATUÌTA

Projeto_Conecta_Garanhuns_ofertará_internet_gratuita_em_2014.jpg
Iniciativa deverá abranger todos os bairros da cidade
A Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Garanhuns, por meio de um convênio com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), disponibilizará, a partir de 2014, acesso gratuito à internet para a população do município. A nova infraestrutura de inclusão digital passará por licitação a partir de janeiro do ano que vem. O projeto será chamado de “Conecta Garanhuns” e está orçado em R$ 5.198.250,00 (cinco milhões, cento e noventa e oito mil, duzentos e cinquenta reais).
Atualmente, a cidade é o centro comercial mais diversificado e visitado do Agreste Meridional, tendo uma concentração urbana de 88% dos habitantes. Para o secretário de Desenvolvimento Econômico, Geandré Nogueira, a iniciativa promove o desenvolvimento da população e a inclusão não apenas social, mas também cultural e turística. “Existe uma grande brecha tecnológica que ainda separa aqueles que têm acesso aos benefícios das tecnologias da informação e da comunicação, e um segundo grupo que não tem acesso a estes recursos”, destaca.
O “Conecta Garanhuns” será via rede wireless ou rede híbrida integrada – cabeamento e radiofrequência. Do valor global, o Governo Municipal dará uma contrapartida de R$ 259.912,50 (duzentos e cinquenta e nove mil, novecentos e doze mil reais e cinquenta centavos) para a efetivação do projeto, que tem o objetivo de abranger todos os bairros de Garanhuns.

Texto: Cloves Teodorico
Imagem: Divulgação
Informações para a imprensa:
Cloves Teodorico – (87) 9600.8965
Secom/PMG

ATENÇÃO FERAS: CONFIRAM GABARITO DO PRIMEIRO DIA DE PROVAS DA UPE


A comissão de vestibular da Universidade de Pernambuco divulgou, na tarde deste domingo (24), o gabarito das provas aplicadas durante a manhã, no primeiro dia da segunda fase do processo seletivo da instituição. Os candidatos fizeram exames de português, redação (a do Enem não será considerada) e uma disciplina específica, que podia ser literatura, história ou química.

A redação abordou a onda de protestos que tomou o país em 2013, sobretudo em junho. O tema da prova foi: "Manifestações Sociais no Brasil, em 2013: Quais os motivos e as perspectivas a partir desse movimento?".

O caderno de provas também foi colocado à disposição dos feras no site da universidade. Os feras podem conferi-lo neste link. O índice de abstenção no primeiro dia de provas foi de 19%. Dos 41.063 inscritos, 7.816 candidatos não compareceram.
Três feras foram eliminados do certame por utilizarem telefone celular, o que é proibido no edital. As eliminações aconteceram no Recife, em Paulista e em Petrolina. Nenhum candidato chegou atrasado. Na segunda-feira (25), é realizado o último dia de provas do vestibular. Serão aplicadas provas de física, geografia, língua estrangeira, filosofia/sociologia, biologia e matemática, a depender do curso escolhido.

Os estudantes terão quatro horas e meia para resolver as questões. As provas começam às 8h15 e seguem até 12h45. O candidato só pode sair da sala três horas após o início. A presidente da comissão de ingresso da UPE, Izabel Avelar, alerta os estudantes para saírem mais cedo de casa, já que é um dia útil e o trânsito costuma apresentar retenções.

De acordo com a comissão de ingresso da universidade, o resultado do processo deve ser divulgado até 31 de janeiro.

http://www.pemais.com/2013/11/confira-o-gabarito-do-primeiro-dia-de.html

"GENTE SÉRIA PRECISA REPENSAR GARANHUNS!" DIZ O MESTRE DA POLÍTICA DR IVAN RODRIGUES



Ivan-RodriguesCaros amigos: Por ocasião da audiência pública na Câmara de Vereadores do Recife, tive oportunidade de reiterar que, cada vez mais, resta caracterizada a terrível sabotagem montada contra a reabertura da Fameg e, se isso acontece é exatamente pela fraqueza política de nossa terra.
Somos todos responsáveis por essa fragilidade decorrente da baixa representatividade que não conseguimos superar, eis que permanecemos votando em candidatos descompromissados com nossa terra e não adianta ficarmos fazendo protestos através de discursos até inflamados, mas que na hora da verdade transformam-se em subserviência e em face de interesses inconfessáveis. Não somos tão simplórios a ponto de imaginar que seja uma questão de certidão de nascimento, mas sim de amor a terra, de compromisso com a nossa gente e de respeito às nossas
tradições. Não contribuem pra nada lideranças que não dão consequência aos discursos contundentes que fizeram contra a candidatura de Antônio João e, antes de decorrido um ano, já estejam patrocinando candidaturas de gente estranha que NUNCA DANTES (como diria o Presidente Lula) puseram os pés em Garanhuns e sabe Deus com que interesses… O PSB de Garanhuns respeita todos os  companheiros de Partido que aqui aportam para pedir votos, mas não reconhece neles a credencial suficiente para representar Garanhuns. Já contei nas redes sociais a linda história de um grande garanhuense nascido nos Estados Unidos chamado de “Seu”Thompson que, inadaptado para voltar a residir na terra do seu nascimento, regressou a Garanhuns onde passou o resto dos seus dias varrendo a calçada de sua casa na praça D. Moura e respondendo a quem o interpelava: “Estou varrendo a pátria, meu filho”. Aqui morreu, foi enterrado lá em São Miguel e por justo reconhecimento é nome de rua em nossa cidade.
Quero reafirmar que o PSB de Garanhuns, promotor da mais lúcida iniciativa de debates e discussões que já se fez em nossa terra, POSSUI OS MELHORES QUADROS POLÍTICOS PARA REPRESENTAR GARANHUNS na Câmara de Deputados e na Assembléia Legislativa do Estado mediante esforço, inteligência e visão estratégica necessárias. São todos eles profissionais qualificados, integrados em nossa região, decentes,  experientes, sem sombras de prestação de contas e, sobretudo, amam Garanhuns.
Todos reclamam mudanças, mas não mudaremos nada se persistirmos com as mesmas lideranças que vivem se revezando no domínio de Garanhuns há mais de vinte anos. Vamos nos encher de brio, restaurar a nossa dignidade, cobrar o respeito que nossa terra merece e, no momento oportuno, sem conveniências de natureza pessoal, discutir os nomes melhor indicados para dar sentido objetivo e prático às nossas propostas. Acima de tudo Garanhuns!

NOTA DA CDL GARANHUNS ACERCA DO NIVER DA CIDADE DE GARANHUNS


“N O T A  
                        A Câmara de Diretores Lojistas de Garanhuns – CDL vem apresentar como entidade representativa empresarial a sua posição oficial acerca do Projeto Substitutivo de Nº 001/2013 ao Projeto de Lei Nº 041/2013, que dispõe sobre os Feriados Municipais e da Comemoração do Dia de Garanhuns, da autoria dos ilustres Vereadores Audálio Ramos Machado Filho (Audálio Filho) e Severino Sabino Filho (Sílvio), nos seguintes termos:
I – A CDL tem o entendimento que deva ser respeitado os 04 (quatro) Feriados Municipais de cunho religiosos, que são a Sexta-Feira da Paixão; o Dia de Corpus Christi; o Dia 13 de Junho (Santo Antônio) e o Dia 24 de Junho (São João), em respeito à tradição religiosa e aos costumes de nossa população.
II – Por outro lado, considera um grande equívoco histórico e econômico a criação do Feriado do Dia 04 de Fevereiro, como data na qual Garanhuns foi elevada à Cidade.
III – Os documentos da época, que foram devidamente resgatados e pesquisados atestam que a Carta Régia de 1811 criou a então Vila de Garanhuns, em 10 de Março, que veio tornasse cidade na data de 04 de Fevereiro de 1879.
IV – É registrado que o Feriado do dia 04 de Fevereiro, criado pela Lei Municipal Nº 3.699/2009, não trouxe nenhum benefício direto ou indireto para população do município de Garanhuns. Pois, desde a sua instituição até a presente data, nunca existiu uma comemoração efetiva da citada data, e ainda faz notar que a grande maioria dos pequenos e médios empresários, bem como os funcionários amargam sérios prejuízos financeiros, em virtude do equivocado feriado municipal.
V – Neste sentido, vem a público REPUDIAR as afirmações infundadas e inconsistentes, que a CDL como instituição, foi vítima ao longo desta semana, vez que, a Câmara de Dirigentes Lojistas de Garanhuns, é uma entidade representativa dos empresários, séria, que prima pela transparência de suas ações e que não tem qualquer vinculação politica  com qualquer partido ou político, onde a sua diretoria e seus associados são de várias matrizes ideológicas e partidárias, mas, que estão unidos em um único e exclusivo sentido, o desenvolvimento econômico e financeiro, e, consequentemente a geração de riquezas para população de Garanhuns.
VI – A CDL neste momento, entende que em Garanhuns não existe mais qualquer espaço para discursos políticos demagógicos e ultrapassados, que tem como “pano de fundo” em sua motivação única e exclusivamente os interesses pessoais contrariados, não se pode ser levado em consideração, opiniões daqueles que tem o cargo público como a sua única e exclusiva profissão, que ao longo de suas atuações políticas, em nada construíram para mudar a realidade sócio-econômica de Garanhuns, e sim, construíram apenas uma história ligada à prática de nepotismo e atitudes não republicanas.
                       
VII – Ao final, a Câmara de Dirigentes Lojistas – CDL, confia plenamente e reconhece que os ilustres Vereadores do município de Garanhuns, saberão corrigir este equívoco histórico, que só resulta em prejuízo para empresários e funcionários, apenas atende uma pequena e inexpressiva parcela da população, que de alguma forma tem o benefício direto com o citado feriado.
                                   Sendo assim, reiteramos neste momento, o nosso compromisso enquanto entidade representativa da classe perante a população, na construção permanente de caminhos, que venham gerar mais emprego aos filhos de Garanhuns, e, consequentemente, será gerada mais renda, apostando na educação e qualificação como fator transformador de uma sociedade.
                                                      Garanhuns, 25 de Novembro de 2013.
Fernando do Couto Soares

Presidente da CDL Garanhuns”.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

GIVALDO CALADO FALA DE SEU PARTIDO POLITICO

Nesta semana inúmeros amigos me procuraram, propondo-me falar um pouco do que teria acontecido com o meu partido, em Garanhuns, nas últimas eleições. Disse, no primeiro momento, que estava querendo esquecer daqueles episódios, que os classifiquei os mais traumáticos de minha vida de homem público. Mas comecei, no entanto, a falar, quem sabe até para que a história dessa cidade seja contada como realmente aconteceu. E disse, dente outras, o seguinte:

Formamos e instalamos o PSB em Garanhuns sob a promessa de que teríamos autonomia para conduzir os destinos do pleito passado. Ou seja: das eleições de outubro de 2012. Para isso combinamos: não vamos falar em sucessão neste ano de 2011.

Vamos discutir Garanhuns durante todo o ano, e quando chegar em 2012, nós abriremos o debate com vista as eleições de outubro.

Nunca se viu, em Garanhuns, um exercício politico tão bonito. Fomos, no entanto, traídos.

Quando a gente menos espera, chega a Garanhuns alguém que se dizia a mando do presidente nacional do partido e governador do estado, dizendo-se candidato a prefeito de nossa cidade como se isso fosse possível fazer numa cidade como Garanhuns. Que é livre. Que é insubmissa. Que é insubjugável. E mais: falando mal das famílias de Garanhuns. De suas instituições. Dos seus profissionais da saúde. De seus homens públicos. Dizendo, ainda, que fazia e acontecia com os nossos conterrâneos o que bem entendesse porque sabia de suas vidas. Até de suas intimidades. Que era a grande inteligência. O mais preparado. Enfim, um verdadeiro rosário de atrocidades. Verdadeira esquizofrenia. Que não devia estar participando de qualquer convivência civilizada.

Garanhuns reagiu. E o fez, energicamente.

O resultado de tudo aquilo todos conhecemos. E não ouvimos nenhuma desaprovação por parte do comando de meu partido, apesar da missiva que, humilde, mas, firmemente, encaminhei ao seu presidente nacional e governador do estado.

A resposta que tive. Que tivemos, enquanto garanhuenses, foi por parte de preposto de meu partido: “Está resolvido! E ponto final!”.

O que é isso? Perguntei aos amigos. Para mim, tudo. Menos política na sua acepção maior. A política que eu sempre fiz. E faço. Durante toda minha vida. Com respeito. Com decência. Mas com coragem. Ouvindo os companheiros. Pensando, inclusive, nas palavras de Clarice Lispector, lembrando-me do dia em que Miguel Arraes de Alencar abonou a minha ficha ao PSB: “saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença”.

Reconheço que tenho que esquecer esse episódio que me marcou muito. “Esquecer é uma necessidade. A vida é uma lousa, em que o destino, para escrever um novo caso, precisa apagar o caso escrito”, nos ensina Machado de Assis.

Confesso que todo dia acordo pensando na ilusão de 2012. E peço a Deus para esquecer daqueles tormentos. Daqueles momentos de tristeza. Porque não existe pior coisa no mundo do que a traição perpetrada por pessoa a quem você admira e quer numa determinada posição. Preciso, realmente, apagar esse caso escrito. Enterrando-o como caso do meu passado. Do passado de minha cidade. Mas nos lembrando dele como uma grande lição a nossa boa fé de homens e mulheres que amam essa cidade. Que haverá de ser maior do que já o é. Apesar desses casos escritos.